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Federer bate Stan e reencontra Nadal após 8 anos
04/06/2019 às 14h00

Paris (França) - De volta a Roland Garros após três anos de ausência, o suíço Roger Federer devolveu a derrota sofrida para o compatriota Stan Wawrinka em sua última aparição no torneio. Assim como em 2015, eles se encontraram nas quartas de final, mas nesta terça-feira foi o tenista da Basileia quem levou a melhor, triunfando com parciais de 7/6 (7-4), 4/6, 7/6 (7-5) e 6/4, após 3h35. Dentro de três dias, Federer reviverá a final de Paris de 2011 diante de Rafael Nadal.

Esta foi a 23ª vitória de Federer em 26 duelos contra o conterrâneo. Ele leva a melhor sobre Stan em todos os recortes: tem 7 a 1 em confrontos nos Grand Slam e 6 a 3 nas partidas sobre o saibro, único piso no qual o ex-número 1 do mundo foi superado pelo suíço de Lausanne.

Indo para sua oitava semifinal da carreira no saibro parisiense, a primeira desde 2012, Federer deixa para trás o francês Henri Cochet (7) e empata na segunda colocação entre os maiores semifinalistas do torneio com o sérvio Novak Djokovic, que pode no entanto se isolar outra vez e chegar à nona na quarta-feira. O recordista é o espanhol Rafael Nadal, que chegou à 12ª nesta terça e enfrentará justamente o suíço.

O tão esperado 39º 'Fedal' enfim acontecerá em 2019, depois de duas tentativas frustradas, a primeira delas em Indian Wells, em que o espanhol iria enfrentar o suíço nas semifinais, mas desistiu antes da partida, e a outra em Roma, onde Federer abandonou nas quartas e deixou que o grego Stefanos Tsitsipas enfrentasse o número 2 do mundo. A vantagem no retrospecto é toda do canhoto de Mallorca (23 a 15).

Se em Roland Garros o suíço não domina as estatísticas, nos Slam ele é o maioral quando o assunto é o número de vezes em que chegou à penúltima rodada, atingindo sua 44ª da carreira, recorde absoluto. ‘Nole’ é o próximo da lista com 10 a menos, seguido pelas 31 do norte-americano Jimmy Connors e de Nadal.

Federer alcançou sua 70ª vitória em Paris, e se tornou o segundo mais velho semifinalista da história da competição atrás apenas do norte-americano Pancho Gonzales, que tinha 40 anos e 31 dias quando teve campanha semelhante em 1968. O Slam francês é o de pior desempenho do destro da Basileia, ficando atrás do US Open (85 triunfos), de Wimbledon (95) e do Australian Open (97).

Veja como Federer construiu sua vitória

Como se esperava, Wawrinka entrou para a partida decidido a arriscar e não fazer pontos longos. Com isso, fez mais winners (15 a 8) porém o dobro dos erros (18 a 9). Conseguiu escapar de quatro break-points graças ao primeiro saque e levou ao tiebreak. Federer abriu 4-2, permitiu empate mas Stan falhou outra vez no fundo de quadra e aí viu o adversário concluir o essencial primeiro set.

O panorama do jogo mudou quando Stan conseguiu salvar mais três break-points, entre o segundo e quarto games, mas concretizou a única oportunidade que teve. Só voltou a ter dificuldade quando foi para fechar a série, necessitando de quatro set-points.

Federer então mostrou uma certa queda na intensidade, talvez incomodado com o vento mais forte. Foram momentos instáveis: perdeu um break, sofreu quebra num momento muito ruim e desperdiçou outra chance, tudo isso em games consecutivos. Parecia então que Stan ficaria dominante, mas Federer reagiu em seguida, apostando cada vez mais nos voleios. Os dois então trocaram fundamentais chances perdidas até o jogo ir ao tiebreak e ver um Federer outra vez mais agressivo.

Wawrinka lutou com todas as forças para se manter vivo no quarto set, escapando de quatro break-points no terceiro game, um deles com forehand notável, e evitou outro em game muito longo no quinto. Com 3/3, veio a chuva e a paralisação. Na retomada, Os dois mantiveram o saque, mas Stan por fim cedeu à pressão e permitiu que Federer sacasse com 5/4. Foi emocionante. Roger decidiu ir para cima, Wawrinka conseguiu grandes contragolpes, mas os voleios firmes acabaram dando a semifinal ao número 3.

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