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Há 30 anos, Chang deu destaque ao saque por baixo
05/06/2019 às 19h02

Paris (França) – Há 30 anos, o americano Michael Chang, então com 17 anos, sentindo cãibras no 5º set, tentando continuar no jogo contra o tricampeão e nº 1 do mundo Ivan Lendl, na quarta rodada de Roland Garros, servindo em 4/3, 15/30, decidiu fazer algo diferente e sacou por baixo. Lendl correu para a frente e desferiu uma direita, mas Chang ganhou o ponto e mudou a partida. Ele acabou ganhando Roland Garros em 1989, seu único título de Grand Slam, derrotando o sueco Stefan Edberg na decisão.“Isso criou um elemento interessante no jogo e certamente tornou a batalha, não só física, mas mental também”, comentou Chang à página ATPTour.com em Paris. Mas durante os 16 anos de carreira, nunca mais Chang fez um saque por baixo. “Na verdade, nunca me passou pela cabeça usá-lo de novo”, explicou.

Outros, no entanto, têm usado dessa arma para surpreender seus adversários, como o australiano Nick Kyrgios contra Rafael Nadal, a caminho do título em Acapulco, em fevereiro deste ano, e na semana passada em Roland Garros, Alexander Bublik fez uso da tática algumas vezes diante de Dominic Thiem.

Kyrgios e Bublik, entretanto, não estavam sentindo problemas físicos como Chang na ocasião. “Para ser honesto, é uma boa escolha contra jogadores como nós, que estão longe da linha de fundo”, comentou Thiem. “Não há nada de mau nisso. E eu estava preparado para isso, então, não há problema.”

O vice-campeão de Roland Garros no ano passado não tem treinado correr para a frente, mas ele estava esperando o saque de Bublik, que subiu à rede 71 vezes e tentou manter o austríaco fora do ritmo durante o jogo da segunda rodada. “Alguns jogadores fazem isso bem, ele, Kyrgios. E contra esses caras você tem de estar pronto para, de vez em quando, fazer um sprint quando você devolve.”

Roger Federer já pensou também em fazer isso várias vezes, mas embora não o tenha feito, ele apoia esse golpe-surpresa. “O saque por baixo é com certeza uma tática, especialmente quando os caras estão colados na parede lá atrás .... Por que não tentar?”, ele comentou no início deste ano. “O problema está na prática, você nunca realmente tenta.”

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