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Primeira semi de Slam leva Barty ao top 5 no ranking
06/06/2019 às 15h10

Barty terá o melhor ranking da carreira após a ótima campanha em Paris

Foto: Divulgação

Paris (França) - A ótima campanha de Ashleigh Barty em Roland Garros levará a australiana ao melhor ranking de sua carreira. Semifinalista do Grand Slam francês, a jogadora de 23 anos iniciou o torneio no oitavo lugar e debutará no top 5 ao término da competição. Caso conquiste o título, Barty pode até se tornar a nova número 2 do mundo.

Barty era considerada uma grande promessa desde que conquistou o título juvenil de Wimbledon em 2011 e teve que lidar muito cedo com a expectativa e a pressão. Ela chegou a parar de jogar tênis no fim de 2014, se dedicou ao críquete durante ao tempo, e voltou ao circuito da WTA apenas em maio de 2016, com o ranking zerado. Há exatos três anos, em 6 de junho de 2016, ela reaparecia no ranking, ocupando o modesto 623º lugar.

"É notável. Parece que foi ontem mesmo que eu saí do avião disposta a começar de novo. Muita coisa aconteceu desde então. Eu cresci como pessoa e, obviamente, como jogadora também", disse Barty depois de vencer a norte-americana Madison Keys por 6/3 e 7/5 pelas quartas de final. "Tive alguns momentos incríveis. Mas, no geral, eu aproveitei cada minuto. A coisa mais importante é que eu não tive um pingo de arrependimento".

De suas cinco participações anteriores em Roland Garros, Barty tinha como melhores resultados as eliminações na segunda rodada em 2013 e 2018. Ela nunca alcançou uma final no saibro, mas não duvida de sua capacidade de jogar bem no piso. Durante os eventos preparatórios, fez uma boa campanha em Madri, onde chegou às quartas de final. "Sinto que quando posso usar meu estilo de jogo, posso enfrentar qualquer jogadora, independentemente da superfície".

"Eu acho que a minha consistência nos últimos 18 meses tem sido a melhor de toda a minha carreira. Acho que eu cheguei à essa temporada de saibro disposta a realmente curtir. Sabia que eu não precisava mudar muito o jeito que eu jogo", avalia jogadora de 23 anos. "Obviamente estou fazendo algumas coisas muito bem, e ainda há algumas coisas que eu adoraria fazer melhor. Mas os últimos meses têm sido incríveis".

Nenhuma das quatro semifinalistas de Roland Garros já esteve em uma final de Grand Slam. Além disso, a fase semifinal é inédita para três candidatas ao título, exceto a ex-top 5 Johanna Konta. Destaque também para a pouca idade da norte-americana Amanda Anisimova, de 17 anos, e da canhota tcheca Marketa Vondrousova, que tem 19. Barty, que enfrentará Anisimova na próxima sexta-feira, prega respeito às duas jovens semifinalistas.

"Mesmo que elas não sejam cabeças de chave, não significa que eles são boas jogadoras. Eu acho que elas fizeram um torneio incrível para estar nesta posição. Acho que é uma oportunidade para todas as quatro de ir lá e tentar um grande título".

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