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'Joguei o melhor tênis da minha vida', diz Anisimova
06/06/2019 às 16h56

A jovem norte-americana de 17 anos eliminou Halep nas quartas

Foto: Divulgação

Paris (França) - Protagonista de uma das maiores surpresas desta edição de Roland Garros, Amanda Anisimova acredita ter jogado "o melhor tênis de sua vida nesta quinta-feira". A jovem norte-americana de 17 anos e 51ª do ranking eliminou a número 3 do mundo Simona Halep, campeã do torneio no ano passado, para chegar à semifinal no Grand Slam francês.

"Eu acabei de jogar o melhor tênis da minha vida. Não sei como, mas aconteceu ”, disse Anisimova depois de vencer Halep por 6/2 e 6/4 nesta quinta-feira. "Eu não parecia nervosa porque eu realmente não estava. Na verdade, estava super animada e muito feliz com a oportunidade de jogar contra a Simona. É simplesmente um sonho. Eu não posso pedir mais nada".

A jovem norte-americana já havia feito outro bom resultado em Grand Slam no início deste ano, quando chegou às oitavas de final do Australian Open. "Quando eu estava jogando na Austrália, eu estava pensando em ganhar o torneio", admitiu a jogadora de 17 anos. "Mas parecia uma coisa muito difícil de fazer e eu realmente não achava que pudesse. Neste torneio, estou muito mais confiante e sinto o meu jogo um pouco melhor do que lá".

Anisimova é mais jovem semifinalista de um Grand Slam desde 2007, quando Nicole Vaidisova atingiu a penúltima rodada do Australian Open, também com 17 anos. Ela também é a mais jovem norte-americana em uma semifinal de Grand Slam desde 1997, quando Venus Williams foi finalista do US Open. Em Paris, uma norte-americana tão jovem não chegava tão longe desde Jennifer Capriati em 1990.

Considerada uma das maiores promessas do tênis feminino norte-americano, Anisimova foi campeã juvenil do US Open em 2017 e chegou a ser número 2 no ranking mundial da categoria. Nascida em Nova Jersey e filha de imigrantes russos, ela alcançou o top 100 entre as profissionais em setembro do ano passado e tenta falar sobre até onde pode chegar.

"Tento pensar no futuro. Estou muito feliz com tudo o que está acontecendo", comenta a norte-americana, que agora desafia a australiana Ashleigh Barty, número 8 do mundo. "Eu nunca joguei contra ela antes, mas estou realmente ansiosa. Deve ser um bom jogo. Já a vi jogar algumas vezes e acho que ela é uma ótima jogadora. Sei que sou capaz de fazer muito. Nunca duvido das minhas habilidades. O jogo de hoje isso mostrou isso".

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Faberg
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