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Svitolina: 'Bom torneio, mas desapontada com semi'
13/07/2023 às 20h49

Svitolina voltou a disputar uma semifinal de Wimbledon depois de quatro anos

Foto: AELTC

Londres (Inglaterra) - De volta a uma semifinal de Wimbledon depois de quatro anos, Elina Svitolina teve adiado novamente o sonho de alcançar sua primeira final de Grand Slam. A ucraniana, que está retornando ao circuito depois de se tornar mãe no ano passado, avalia que fez uma boa campanha, mas saiu de quadra decepcionada com o desempenho na partida contra a tcheca Marketa Vondrousova nesta quinta-feira.

"Saio bastante desapontada com a partida, com o desempenho de hoje. Fiz um bom torneio, é claro, mas estou decepcionada com esse jogo", disse Svitolina após a derrota por duplo 6/3 na semifinal. "[No ano passado] seria difícil de acreditar que chegaria à semi. Mas agora estou muito chateada por não poder ir mais longe para jogar a final".

"Eu deveria ter encontrado uma maneira melhor de lidar com o estilo de jogo da Marketa. Ela é uma adversária muito complicada, coloca muitas bolas de volta", avaliou sobre a rival, que aposta em muitas mudanças de ritmo, com slices e drop-shots. "Não estou muito feliz com a forma como lidei com algumas situações do jogo e com pontos no início também. Ela estava muito bem e lidou melhor com o meu jogo hoje".

Aos 28 anos, Svitolina comparou o desempenho na partida com a semifinal de 2019, quando foi superada pela romena Simona Halep, também em sets diretos. "Foi uma partida completamente diferente e estou mais feliz com a partida de hoje em comparação com a primeira vez. Acho que naquela época, meu desempenho era ainda pior. Então, estou feliz por ter dado um pequeno passo e jogado um pouco melhor hoje. Quero dizer, nas duas vezes, Simona e Marketa hoje jogaram um tênis incrível. Eu poderia acrescentar mais".

Ao longo de todo o torneio, a ucraniana buscou em motivação na tentativa de inspirar o povo de seu país, que está em guerra desde o ano passado. Ela espera continuar contando com o apoio de seus compatriotas. "Com certeza é uma grande motivação, mas também é muita responsabilidade e muita tensão. Eu tento equilibrar o máximo que posso. Mas não quero tomar como desculpa que perdi hoje. Eu tento levar isso como uma motivação para mim. Só espero que o povo ucraniano continue me apoiando e espero ter outra chance".

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