Notícias | Dia a dia
Federer: 'Nadal é um amigo verdadeiro no circuito'
29/06/2019 às 14h31

Federer acredita que amizade seguirá após aposentadoria

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Uma das maiores rivalidades da história do tênis, o embate entre o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal é uma coisa que fica apenas dentro das quadras, uma vez que fora delas o relacionamento entre eles é dos mais cordiais. O próprio tenista da Basileia acredita que a amizade entre eles é uma das poucas que deverá seguir quando encerrar sua carreira e deixar o circuito de lado.

“Chegará um dia em que eu pendurarei a raquete e quando isso acontecer verei quem são os meus verdadeiros amigos no circuito. Acho que são poucos, mas acredito que Nadal seja um deles”, declarou o atual número 3 do mundo em entrevista ao Financial Times. Questionado sobre a aposentadoria, Federer novamente não colocou data e garantiu que continuará enquanto se sentir bem.

“Estou atravessando um grande momento e não sei quando virá o final da minha carreira. Ainda consigo aproveitar cada minuto em que estou dentro de quadra. Tudo acontece muito rápido e parece que foi ontem que eu comecei no juvenil”, disse o suíço, que lembrou seus primeiros passos como tenista. "Chorava muito quando tinha que me afastar de minha família e meus amigos, cada vez que pegava um trem para viajar eu ficava triste. Você perde um pedaço da sua infância, mas faria tudo de novo”, complementou.

Perto de completar 38 anos, com o aniversário daqui a pouco mais de um mês, Federer falou também sobre a relação com os outros jogadores nos bastidores do circuito. Ele garantiu que não há problemas entre eles, mas rememorou que nem sempre foi assim. “Ouvi dizer que nos anos 80 e 90 alguns caras não se aguentavam e havia vários desentendimentos, mas quando cheguei nos vestiários tudo estava tranquilo, por isso tentei manter essa cordialidade”,

Federer ainda destacou que sua longevidade como tenista profissional permitiu que ele pudesse desafiar jogadores de várias gerações, algo que ele considera muito bom e interessante, podendo assim conhecer outras realidades. “Pude jogar com gerações diferentes, primeiro a minha, depois a de Nadal, (Andy) Murray e (Novak) Djokovic e agora com a Next Gen”, finalizou.

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis