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'Estreias são sempre complicadas', afirma Djokovic
01/07/2019 às 19h01

Djokovic já havia perdido para Kohlschreiber este ano e sabia que teria um jogo duro

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - A vitória e o bom desempenho na estreia em Wimbledon animaram Novak Djokovic. Depois de superar o alemão Philipp Kohlschreiber em três sets nesta segunda-feira, o líder do ranking mundial e tetracampeão do torneio destacou que estreias costumam ser complicadas, ainda mais em caso de derrota recente para o mesmo adversário.

"As partidas da rodada de estreia são sempre complicadas. Ele tem muita experiência e já me derrotou este ano", disse Djokovic, após a vitória por 6/3, 7/5 e 6/3 sobre Kohlschreiber. O sérvio, que havia perdido para o alemão em Indian Wells, lidera o histórico de confrontos contra o rival por 11 a 2, com três vitórias este ano.

"Para vencer em sets diretos contra o Kohlschreiber, que é um tenista de boa qualidade na grama, ou qualquer piso, você precisa estar na intensidade certa. Ele pode jogar em alto nível e bate cedo na bola, então foi um ótimo teste para mim", emendou o líder do ranking mundial.

"A quebra no primeiro game não foi o começo que eu estava estava esperando, mas acho que eu entrei no jogo com a intensidade certa. Consegui dar o troco logo na sequência e, a partir daquele momento, eu joguei um bom jogo e consegui sacar muito bem", complementou o sérvio, que só sofreria mais uma quebra até o fim do jogo. Seu próximo adversário é o norte-americano Denis Kudla.

O número 1 do mundo comparou seu momento atual com o que viveu no ano passado, quando ainda buscava seu melhor ritmo depois da lesão e cirurgia no cotovelo direito, mas conquistou o título enquanto ocupava apenas o 22º lugar do ranking. "No ano passado eu saí do top 20 e ainda estava lutando para voltar ao meu melhor nível de uma lesão. A situação de hoje é bem diferente para mim. Eu acho que tenho um pouco menos de pressão e com mais confiança no meu jogo".

Djokovic também comentou sobre a inclusão do croata Goran Ivanisevic, campeão do torneio em 2001, em sua equipe. "Ele é alguém que sempre me inspirou, era uma espécie de herói para mim e nós somos amigos há muito tempo. Falei com meu técnico, o Marian (Vajda), e concordamos em trazer alguém que já tivesse sido campeão aqui e que saiba como me sinto na quadra. Alguém que tenha passado por isso".

O sérvio lembra que já teve experiência parecida nos anos em que o alemão Boris Becker, ex-número 1 do mundo, fez parte de sua comitiva nos torneios. "Foi um período muito bem sucedido com o Boris. Esperamos que possamos ter o mesmo com Goran".

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