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Serena: 'Às vezes, jogo melhor quando estou atrás'
04/07/2019 às 21h07

Serena buscou a virada contra jovem eslovena nesta quinta-feira

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Bastante exigida em seu segundo jogo em Wimbledon, Serena Williams acredita que pôde jogar melhor a partir do momento em que se viu atrás no placar. A heptacampeã do torneio perdeu o primeiro set para a eslovena de 18 anos e 133ª do ranking Kaja Juvan, mas conseguiu reagir diante da jovem adversária.

"Eu gosto desse tipo de pressão. Prefiro estar nessa situação do que qualquer outra, e às vezes eu jogo melhor quando estou perdendo. É nessas horas que eu mostro meu melhor tênis. Sou uma lutadora e nunca desisto", disse Serena, após a vitória por 2/6, 6/2 e 6/4 contra Juvan nesta quinta-feira.

"Eu estava evoluindo enquanto o jogo continuava. Eu pude sentir isso e é normal porque joguei muito pouco este ano. Mas estou chegando lá. Só preciso, como eu disse, fazer cada partida valer por umas cinco e aprender com cada ponto", acrescentou a ex-líder do ranking que agora enfrenta a alemã Julia Goerges, em reedição de uma das semifinais do ano passado.

Apesar de reconhecer que não começou a partida jogando tão bem, já que colocou apenas 50% de primeiros serviços em quadra no set inicial e fez apenas três winners, Serena destacou a boa atuação de sua jovem adversária. "Penso que ela jogou muito bem, devolveu muito bem o meu saque e eu quase não pude fazer aces durante todo o jogo. Comecei um pouco devagar".

Já com 37 anos, dona de 23 títulos de Grand Slam e com uma filha de um ano, Serena garante que se sente muito motivada para seguir conquistando títulos importantes. "Eu absolutamente não estaria aqui se não amasse o que faço. Trabalho muito no que faço todos os dias".

Diante do fenômeno Cori Gauff, jogadora de apenas 15 anos e que já está na terceira rodada de Wimbledon depois de eliminar a pentacampeã Venus Williams e a especialista na grama Magdalena Rybarikova, Serena comentou sobre a pressão que sentia quando tinha a mesma faixa etária.

"Quando eu comecei a jogar, a Martina Hingis era número 1 do mundo com 16 anos. E ela já tinha títulos de Grand Slam. E todo mundo que estava vencendo era muito jovem. A Capriati vencia jogos aos 14. Eu ganhei meu primeiro Grand Slam aos 17 anos. Então eram muitas adolescentes vencendo jogos e havia muita pressão. Havia muita expectativa que a gente vencesse".

"Se a Martina era número 1 aos 16, significa que você já estava ficando para trás aos 17. Foi muita pressão para nós. Com o tempo, isso acabou mudando e as jogadoras começaram a se destacar um pouco mais tarde. Talvez estejamos vendo uma nova tendência de adolescentes vencendo de novo".

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