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Nadal evita discussão sobre velocidade da quadra
06/07/2019 às 18h52

Para o espanhol, velocidade é a mesma de anos anteriores

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Em meio às eliminações de grandes sacadores em Wimbledon, como Kevin Anderson, Marin Cilic e John Isner, muito se falou sobre a velocidade das quadras de Wimbledon este ano e sobre o fato de as condições de jogo ficarem mais lentas. Mas Rafael Nadal minimiza a discussão e diz não sentir diferença em relação a anos anteriores.

"A superfície para mim é a mesma de sempre. Eu tenho jogado aqui desde 2003. Honestamente, não vejo diferença", disse Nadal neste sábado. "Estou aqui há 15 anos e toda vez eu ouço esse tipo de coisa: 'Está muito lento, ficou mais rápido, está mais lenta do que nunca...'"

"Para quem está jogando muito bem, pode sentir que as coisas estão perfeitas", pontuou o jogador de 33 anos. "Para quem não está jogando tão bem, pode achar que a quadra está lenta ou muito rápida porque é difícil encontrar um ritmo".

Nadal comemorou o desempenho na vitória por 6/2, 6/3 e 6/2 sobre o francês Jo-Wilfried Tsonga pela terceira rodada do Grand Slam britânico. Foi sua nona vitória em treze jogos contra Tsonga. "Estou muito feliz por ter jogado uma grande partida do começo ao fim. Eu fiz muitas coisas bem. Ninguém quer enfrentar Jo tão cedo aqui, mas este foi o meu dia".

"Todo jogo é uma batalha aqui. Estou feliz como joguei na primeira semana", avalia o número 2 do mundo e bicampeão do torneio. "Eu sei que tenho sacado bem, mas não é apenas o saque que faz diferença. Meus golpes da linha de base, que são continuação após o saque, foram bem feitos. Pude jogar agressivamente e sem muitos erros, sendo muito precisos".

O espanhol vinha de uma vitória em quatro sets contra o australiano Nick Kyrgios e o japonês Yuichi Sugita. Seu próximo compromisso será contra o português João Sousa. "É importante que, depois de encarar uma chave difícil, eu consiga encontrar um jeito de estar na segunda semana. Isso me dá alguns sentimentos positivos. Amanhã é mais um dia de folga para treinar. Não foi um jogo fisicamente exigente hoje, então amanhã é um dia para continuar trabalhando duro em algumas coisas específicas".

O dono de 18 títulos de Grand Slam também falou sobre o domínio que ele, Roger Federer e Novak Djokovic têm nos principais torneios do mundo. O suíço ganhou 20 torneios deste porte e o sérvio tem 15 conquistas. "O que nós conseguimos nos Grand Slam e no tênis em geral nos últimos 15 anos é algo especial. Ter três jogadores que ganharam tudo isso no mesmo momento é algo que dificilmente vai se repetir. Mas é claro que, em algum momento, alguém vai nos derrotar ou vamos embora porque não somos mais tão jovens".

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