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Djokovic busca 16º Slam para mirar o recorde
13/07/2019 às 18h58

Djokovic também luta pelo prêmio de cerca de US$ 3 milhões, o segundo maior já oferecido no tênis

Foto: Arquivo
José Nilton Dalcim

De volta ao melhor de sua forma técnica e física, que lhe deram uma sequência de três Grand Slam nos últimos 12 meses, o sérvio Novak Djokovic entrará na Quadra Central às 10 horas deste domingo com a oportunidade de reduzir mais um degrau na sua caminhada ao recorde de troféus de Grand Slam do tênis, que pertence justamente a seu adversário, o suíço Roger Federer.

O eventual 16º título deixará o sérvio apenas quatro atrás do suíço e abrirá a porta para que a meta seja alcançada ainda em 2020, quando estará ainda com 33 anos e poderá encarar a chegada cada vez mais forte da nova geração.

Djokovic tem muitas motivações. O pentacampeonato em Wimbledon o igualará a Bjorn Borg como o quarto maior ganhador do torneio na Era Aberta, além de lhe garantir o segundo bi, repetindo a sequência de 2014 e 2015, quando ganhou justamente em cima de Federer. Aliás, o sérvio venceu quatro das cinco finais que já disputou na Central, com única derrota para Andy Murray, em 2013 (o outro título, em 2011, foi sobre Rafael Nadal).

Wimbledon é hoje o Slam onde o sérvio tem mais vitórias, com 71, embora ainda esteja por jogar o US Open dentro de seis semanas, onde soma 69. Nos outros Slam, alcança 68, tanto na Austrália como em Paris. Seu desempenho sobre a grama sagrada também lhe garantiu vitória em 8 dos 9 jogos que fez que foram ao quinto set, com única derrota lá no começo da carreira, em 2016, para o croata Mario Ancic.

Desafiando a lógica, Djokovic não disputou torneios preparatórios em 7 dos últimos 10 anos e ganhar Wimbledon sem isso também é uma considerável façanha.: apenas sete homens na fase profissional já ganharam o torneio sem jogar antes na grama, incluindo ele próprio.

Não há como tirar seu favoritismo nesta nova decisão contra Federer. Djokovic tem vantagem em todos os números mais importantes. No geral, são 25 vitórias nos 47 jogos disputados; em Grand Slam, 9 a 6, incluindo as duas finais em Wimbledon. O suíço venceu uma vez, na semi de 2012, que também foi sua última vitória sobre o adversário em Slam, tendo perdido as quatro seguintes. Em finais gerais do circuito, o sérvio tem 13 a 6 e em Slam, 3 a 1.

Também relevante, Nole levou a melhor nos quatro duelos mais recentes contra Federer e não conhece derrota diante do experiente suíço desde o Finals de 2015.

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