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Djokovic é penta em Wimbledon e chega ao 16º Slam
14/07/2019 às 15h08

Djokovic tem histórico notável em partidas jogadas em cinco sets em Wimbledon: 9 em 10

Foto: Site oficial

Londres (Inglaterra) - Com frieza para ganhar três tiebreaks, superar um 'apagão' e ainda evitar dois match-points no saque adversário, o sérvio Novak Djokovic derrotou o suíço Roger Federer pela terceira vez na Quadra Central num duelo épico que precisou até da nova regra de tiebreak no 24º game do set derradeiro, e conquistou Wimbledon pela quinta vez, defendendo o título de 2018. A batalha levou 4h57 e teve o incrível placar de 7/6 (7-5), 1/6, 7/6 (7-4), 4/6 e 13/12 (7-3).

Com isso, Djoko alcança o 16º título de Grand Slam - o quarto no espaço de 12 meses - e vislumbra a chance de lutar pelo recorde, já que vê Rafael Nadal pouco á frente, com 18, e Federer com seus 20.

O quinto troféu em Wimbledon iguala o sueco Bjorn Borg como o quarto maior ganhador do torneio na Era Aberta, além de lhe garantir o segundo bi, repetindo a sequência de 2014 e 2015, quando ganhou justamente em cima de Federer. O sérvio venceu nada menos cinco das seis finais que já disputou na Central, com única derrota para Andy Murray, em 2013 (o outro título, em 2011, foi sobre Rafael Nadal).

Wimbledon se torna no momento o Slam onde o sérvio tem mais vitórias, com 72, embora ainda esteja por jogar o US Open dentro de seis semanas, onde soma 69. Nos outros Slam, alcança 68, tanto na Austrália como em Paris. Seu desempenho sobre a grama sagrada também lhe garantiu vitória em 9 dos 10 jogos que fez que foram ao quinto set, com única derrota lá no começo da carreira, em 2016, para o croata Mario Ancic.

Sua vantagem nos confrontos diante de Federer sobe para 26 vitórias em 48 jogos disputados; em Grand Slam, vai a 10 a 6, e em Wimbledon, 3 a 1. Em finais gerais do circuito, o sérvio tem 14 a 6 e em Slam, 4 a 1. Foi ainda sua quinta vitória seguida sobre Federer, que não conhece derrota diante desde o Finals de 2015.

Djokovic prevalece de novo nos tiebreaks
O primeiro set foi esquentando aos poucos. Os dois jogadores não correram muitos riscos nos primeiros games, mas aos poucos Federer começou usar mais slices e se arriscou na rede, enquanto Djokovic achou devoluções mais profundas. Mas isso não foi o suficiente para qualquer quebra, ainda que Federer tenha tido um break-point logo no quarto game e depois 0-30 no 10º. A definição foi ao tiebreak e novamente as chances se dividiram. O suíço falhou em dois lances fáceis e permitiu 3-1, mas então obteve duas passadas notáveis e virou para 5-3. Um contrapé mal executado abriu chance de reação e aí o número 1 fez 6-5, fechando o set com backhand descalibrado do adversário.

Mas ao invés de se animar com a vantagem parcial, Djokovic sofreu uma repentina queda de intensidade, e das profundas. Perdeu logo o serviço inicial e daí viu Federer desfilar em quadra, tanto no ataque como na defesa, sem qualquer poder de reação. Só foi ganhar novamente um serviço quando já estava atrás por 0/4 e ainda perdeu mais um saque no fechamento do set, isolando um forehand e cometendo dupla falta em seguida. Era então o placar mais elástico do suíço sobre o rival desde Cincinnati de 2012.


Djokovic por fim se recompôs no terceiro set. Voltou a variar bem o primeiro saque e recuperou a devolução mais ofensiva e com isso o equilíbrio voltou. Federer manteve o padrão ofensivo, procurando a rede sempre que possível, e insistiu sempre nas bolas mais baixas com seu slice venenoso. Com 4/5, pressionou e conseguiu um set-point após bate-pronto mágico, mas o sérvio se salvou optando sempre pelo saque longo sobre o corpo. Outro tiebreak, e desta vez o backhand deixou Federer na mão. Dois erros deram 5-1 ao sérvio, que ainda permitiu reação, mas com 5-4 viu duas opções enganadas do adversário e ganhou o quarto tiebreak seguido, incluindo os dois vencidos em Paris-Bercy em outubro.

Decisão vai ao quinto set
Com o sérvio iniciando o quarto set com o serviço, era de se esperar pressão cada vez maior sobre o suíço, mas depois de escapar de um 15-30 com coragem de ir à rede, ele se aproveitou de dupla falta de Djokovic para emendar devoluções muito profundas e conquistar a quebra no quinto game. Continuou apertando e disparou no placar, com outro lindo voleio curto. Com 5/2, veio um game recheado de longas trocas - uma delas com 35 rebatidas vencidas por Federer -, mas não foi o bastante e Nole diminuiu para 5/4.

Cada game de serviço foi valioso no começo do quinto set e cada um deu pequenas chances ao adversário até que Federer não encaixou os primeiros serviços, ficou à mercê das trocas e backhands saíram por pouco. Com passada cruzada, Djoko chegou a 4/2, mas imediatamente Federer reagiu, empatando por 4/4 e depois 5/5, games de enorme tensão. O suíço chegaria a dois match-points no 16º game, mas levou passada cruzada espetacular. Houve ainda mais duas chances de quebrar e buscar a vantagem e aí Djokovic foi à rede com perfeição.

A definição foi para o tiebreak do 24º game, conforme a nova regra do torneio, e pela terceira vez no domingo o sérvio se mostrou mais confiante e sólido, abrindo logo vantagem com erros do suíço na base e não abriu frestas para reações. Djokovic ganhou menos pontos (203 a 218), fez menos winners (54 a 94) mas também errou menos (52 a 61).

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