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Murray aposta que domínio do Big 3 acabe em 2021
11/08/2019 às 13h28

Cincinnati (EUA) - Jogador que mais desafiou o domínio do ‘Big 3’, o britânico Andy Murray acredita que o panorama do circuito masculino mudará bastante em dois anos. Embora reconheça toda a capacidade do suíço Roger Federer, do espanhol Rafael Nadal e do sérvio Novak Djokovic, ele aposta que em 2021 os três já não prevalecer sobre os demais como nos últimos anos.

“Vejo algo acontecendo nos próximos dois anos. Talvez nada mude muito no próximo ano e meio, mas depois disso acredito que poderemos ter um novo panorama na parte de cima do ranking. Acredito principalmente que teremos mais jovens, o que não quer dizer que alguns dos caras mais velhos não possam vencer um Slam, mas não os vejo sendo os caras mais dominantes”, analisou o escocês para o site da ATP.

Dono de três títulos de Grand Slam e duas medalhas de ouro olímpicas, o britânico acredita que três são os nomes mais bem cotados para suplantar o Big 3: o canadense Felix Auger-Aliassime, o grego Stefanos Tsitsipas e o alemão Alexander Zverev. “Eu apostaria nestes três agora, mas também pode haver garotos de 17, 18 anos por aí que eu não vi jogar muito”, observou o ex-número 1 do mundo.

"Gosto do Felix e de seu jogo, fisicamente ele é muito forte e parece bom mentalmente. Ainda é jovem e precisa de um pouco de tempo. Tsitsipas tem um ótimo jogo, é um bom atleta e sua personalidade é ótima. Ele é divertido de se ver e tem um estilo que lhe permite jogar bem em todas as superfícies, o que é importante se você quiser chegar em cima e ficar por lá”, analisou o escocês.

Murray também destaco Zverev, o mais vitorioso da turma, mas que não vive atualmente um grande momento. “Zverv tem muito potencial e foi o jovem que mais venceu até agora, mas as pessoas esquecem disso quando você tem alguns meses ruins e já querem dizer que você está superado. Acredito que ele ainda possa evoluir muito”, comentou o atual 325 do mundo, que voltará a competir em simples no Masters 1000 de Cincinnati.

Além dos três destacados, o britânico lembrou de Dominic Thiem, mas não o vê com o mesmo potencial dos demais. “Ele esteve nas finais do Slam e está melhorando o tempo todo, tem uma ótima ética de trabalho e um grande jogo. Eu o vejo chegando e pode potencialmente ganhar alguns Slam, mas não o vejo se tornar um cara dominante”.

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