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Nadal se diz confiante, mas desiste de Cincinnati
11/08/2019 às 23h05

Nadal conquistou seu terceiro título da temporada e o primeiro sobre quadra dura em 12 meses

Foto: ATP

Montréal (Canadá) - O retorno de Rafael Nadal às quadras sintéticas não poderia ter sido melhor. Depois de desistir de Indian Wells, no começo de março, com problema no joelho, o espanhol mostrou-se sem qualquer limitação física e defendeu seu título no Masters do Canadá, o que o fez também reassumir a liderança do ranking da temporada. Apesar disso, ele decidiu não ir a Cincinnati, onde teria uma chave favorável na próxima semana.

O número 2 do mundo garante ter saído muito confiante de Toronto. "Hoje fiz muitas coisas bem. Mudei a direção da bola e também o ritmo do jogo durante os pontos, o slice funcionou a contento o tempo inteiro. Ergui algumas bolas e outras coloquei na linha. De forma geral, acredito ter jogado de forma inteligente porque estava sentindo bem a bola". No começo da semana, Nadal reclamou e disse que a bola Penn continua "pesada".

"O primeiro game foi duro, ele jogou bem e já tivemos pontos longos. Salvei até break-point. Começar a partida com o pé direito foi importante para mim porque ele era perigoso, chegou nesta final jogando bem nas últimas semanas", avaliou o espanhol, referindo-se ao fato de Medvedev também ter sido vice em Washington na semana passada. "Depois disso, joguei de forma cada vez mais sólida e fiz meu melhor jogo da semana, sem dúvida".

Apesar do placar muito largo diante de Medvedev, o espanhol garantiu que precisou se manter atento o tempo inteiro. "Você nunca tem tudo sob seu controle, as coisas podem mudar rapidamente, ainda mais num torneio de nível Masters. Todos os adversários podem causar problemas. Quando estava com 6/3 e 4/0, sabia que tinha uma vantagem, mas não se pode ficar completamente tranquilo ou seguro de que a vitória será rápida. Acho que o motivo de eu ter ganhado tantas coisas na minha carreira é porque nunca me deixo ficar confiante demais. Respeito cada situação e fico 100% atento".

Questionado sobre sua ausência em Cincinnati, algo que já havia colocado em dúvida após Wimbledon, Nadal acha que o calendário está sob controle. "Não tenho jogado tanto assim e só vou para a quadra quando me sinto saudável, quando quero jogar. Precisei saltar algumas semanas porque sofri mais lesões do que gostaria. Esse tem sido meu maior problema, porque você acaba pensando muito em cada movimento e isso mentalmente é frustrante. Assim, ando evitando certas coisas", afirmou, sem entrar em maiores detalhes.

Agora novamente membro do Conselho dos Jogadores da ATP, Rafa não considera o calendário masculino tão longo. "Isso até é bom, porque gera mais oportunidade para os jogadores e mais postos de trabalho. Um esporte só é grande quando há muitas pessoas vivendo dele, não apenas os atletas. Até poderíamos ter mais torneios por ano, mas acho que o problema é que os torneios obrigatórios se estendem demais, vão até novembro. A questão não seria eliminá-los, mas fazer com que terminassem mais cedo".

Torneios obrigatórios são os Grand Slam, oito Masters 1000 e o Finals de Londres. No entanto, jogadores como Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic não são mais forçados a disputá-los por conta de um regulamento especial.

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