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Federer e Nadal combinaram a volta ao Conselho
14/08/2019 às 09h59

Cincinnati (EUA) - O suíço Roger Federer voltará a ocupar uma das cadeiras no Conselho dos Jogadores da ATP junto com o espanhol Rafael Nadal e a volta dos dois ao mesmo tempo não foi obra do acaso. O tenista da Basileia revelou ter ligado para o rival ao saber da abertura das vagas deixadas com a saída do holandês Robin Haase, do britânico Jamie Murray e do ucraniano Sergiy Stakhovsky em Wimbledon.

“Rafa e eu sentimos que havia uma oportunidade com a saída de alguns caras. Não gosto de ver essas coisas acontecendo, mas acabou abrindo uma porta para nós. Liguei para Rafa e perguntei o que ele achava disso. Disse que só entraria se ele também entrasse e sua resposta foi exatamente a mesma. Mandamos então nossa proposta para Novak (Djokovic) e para os demais do Conselho decidirem”, contou o suíço.

“Quero lutar para ampliar o horizonte e a visão que deveríamos lutar contra os outros esportes. Temos bons números de premiação e sei que poderiam ser melhores. Por isso que voltei para o Conselho, para ajudar o tênis, que já está em um lugar melhor do que há 20 anos. Quero apoiar as boas ideias e conversar sobre as ideias ruins, pensando em como podemos fazer diferente”, acrescentou Federer.

Cabeça de chave número 3, o suíço estreou com vitória no Masters 1000 de Cincinnati, batendo o argentino Juan Ignacio Londero na noite de terça-feira. “Ele se move bem e pode ser perigoso com sua direita. É um grande competidor e já vimos isso quando enfrentou Rafa (Nadal) em Roland Garros”, analisou Federer, que agora espera pelo vecncedor do duelo entre Stan Wawrinka e Andrey Rublev.

Quadras mais rápidas em Cincinnati e no US Open

Federer também falou sobre a velocidade da quadra em Cincinnati, dando suas impressões do piso após uma série de treinos e sua primeira partida pela chave principal, estreando direto na segunda rodada. “As quadras estão muito rápidas e quase não houve ralis no primeiro set. Foi um tiroteio, um tênis de pontos muito curtos”, comentou o terceiro melhor do mundo.

Ao ser questionado sobre como espera encontrar o piso do US Open, o suíço disse não ter muitas informações, mas falou o que soube sobre as quadras deste ano. “Não escutei quase nada sobre as quadras até agora, apenas ouvi rumores que indicam que elas estarão mais rápidas do que o ano passado, quando estavam realmente lentas”, finalizou.

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