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Preocupada, Osaka não quer perder o US Open
17/08/2019 às 10h53

Japonesa sofreu lesão no joelho durante partida das quartas em Cincinnati

Foto: Divulgação

Cincinnati (EUA) - Líder do ranking mundial e atual campeã do US Open, Naomi Osaka reconhece o temor de não poder disputar o Grand Slam nova-iorquino, que começa em nove dias. A japonesa sentiu uma lesão no joelho esquerdo na última sexta-feira, durante o jogo contra a norte-americana Sofia Kenin pelas quartas de final do WTA Premier de Cincinnati.

"É uma droga, especialmente porque eu não queria me machucar tão perto do US Open. Agora eu estou um pouco preocupada", diz Osaka depois de abandonar o jogo contra Kenin quando perdia por 4/6, 6/1 e 2/0. "No ano passado eu ganhei o US Open, e este ano estou apenas tentando jogar o torneio. Eu nem sequer penso em ser campeã de novo. Eu só quero ter a chance de jogar, sabem?"

"Acho que com essa lesão, deve ter só 1% de chance de eu não poder jogar, mas é isso que está me preocupando. "No final, eu provavelmente vou jogar mesmo que o médico diga não", afirma a jovem jogadora de 21 anos e dona de dois títulos de Grand Slam.

Osaka falou sobre como lidou com a dor durante a partida e que a desistência foi uma decisão extrema. "Eu realmente não sei o que está acontecendo com a minha perna agora. O problema é que minha tolerância à dor é muito alta. Então, geralmente é por isso que eu continuo jogando mesmo quando não deveria".

"Eu perguntei à fisioterapeuta se ela achava que era seguro continuar, porque eu realmente odeio desistir. Sinto que estava fazendo uma partida muito boa também e não seria justo eu simplesmente desistir", afirma a japonesa. "Então eu fui até lá e voltei para a quadra. Eu queria terminar o set, mas eu senti que não era seguro".

Outra consequência da desistência de Osaka nas quartas de final em Cincinnati é o risco de perder a liderança do ranking. A japonesa pode ser ultrapassada por Ashleigh Barty caso a australiana vença a semifinal deste sábado contra a russa Svetlana Kuznetsova. Osaka liderou o ranking por 21 semanas entre janeiro e junho, perdeu a posição para a própria Barty por sete semanas, e havia recuperado o primeiro lugar na última segunda-feira.

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