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Rubin fala sobre bastidor nada glamuroso da ATP
21/08/2019 às 10h11

Nova York (EUA) - Um dos maiores críticos da formatação atual do circuito mundial, o norte-americano Noah Rubin falou um pouco sobre o lado nada glamuroso do tênis profissional, que é composto em sua maioria por jogadores que batalham muito e ganham muito pouco. Em entrevista ao The Telegraph, o tenista de 23 anos pediu mudanças e um circuito mais autossustentável para jogadores e fãs.

“Esse esporte é muito duro, tento abrir a cabeça e os olhos do público para ensinar verdadeiramente o que acontece no tênis”, afirmou o norte-americano, que criou uma conta no Instagram para que os jogadores contem problemas de vários tipos pelos quais passaram enquanto se dedicam 100% a este esporte. Ele acredita que o circuito está destruindo os atletas e é incapaz de atrair novos espectadores.

 
 
 
 
 
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“To let down the people closest to me, my friends and family, is my most daunting fear. From an early age I was pretty aware about how many lives I affected. How many people had to sacrifice time, energy and money. The idea that it may not be worth it, or there might not be a way to repay them, haunts me at times. It’s what will take me to that next level, or break me, but to impact the world you cannot let that happen and I won’t.”

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“Precisamos de temporadas mais curtas, 11 meses é brutal. Qualquer outro esporte tem um período maior de descanso. Além disso, se você não está no top 50, acaba jogando ainda mais para buscar o máximo possível de pontos. As pessoas veem Federer levantar um troféu, mas não olham para um challenger na Alemanha ou no México”, disparou Rubin.

Ele afirma que a exigência excessiva faz com que os tenistas fiquem mentalmente sobrecarregados, uma vez que além da pressão por vitórias há também a pressão financeira. “Tirando a questão de corrupção nas partidas, muitas vezes o jogador realmente não se esforça para ganhar simplesmente por estar muito cansado, ou até porque precisam pegar um voo”.

 
 
 
 
 
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There are no words to explain the tremendous impact that the Fed/Rafa rivalry has had on this sport. I know I can speak for others when I say you motivate us to attempt to continue the legacy you both have created. Never retire.

Uma publicação compartilhada por Noah Rubin (@noahrubin33) em

“O circuito tem muitos problemas, a solidão e a sensação de fracasso são constantes e a depressão é predominante. Há muito abuso de álcool e outras substâncias para conseguir lidar com tudo isso”, acrescentou o norte-americano, que também dispara contra a enorme diferença de realidade entre os primeiros do ranking com o restante dos tenistas profissionais.

Rubin não vê o modelo atual como algo sustentável. “Meu argumento vai além do tema do prêmio em dinheiro. Trata-se de construir um esporte para o qual as pessoas querem pagar mais. Se você tirar os Grand Slams, há arquibancadas vazias em todos os lugares. Você não pode pedir a um filho de oito anos para sentar e assistir a um jogo de quatro horas. Ninguém quer fazer isso. Nós não precisamos mais dos cinco sets”, finalizou.

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