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Federer diz que derrota em Cincinnati fez bem
25/08/2019 às 13h37

Roger Federer disputou sua última final no US Open há quatro anos e diz ter treinado muito

Foto: Site oficial

Nova York (EUA) - Roger Federer está animado para o US Open. Não se considera favorito, mas diz que chega muito mais preparado do que em outros anos e o motivo foi justamente a derrota inesperada em Cincinnati para o garoto russo Andrey Rublev. "Às vezes você precisa de algo assim para se mexer. Senti que precisava me recuperar e treinar duro. Nunca cheguei tão antes a Nova York. Isso é encorajador".

Campeão cinco vezes seguidas, mas com apenas duas finais no torneio desde o penta em 2008, Federer admitiu não saber exatamente o motivo dessa queda de produção na última década. "Tive certamente alguns problemas físicos, mas talvez me faltou sorte também. Não tenho uma explicação real". O suíço tem 85 vitórias e 13 derrotas em Flushing Meadows.

"Não vou colocar pressão demasiada sobre mim, já que não sou mais favorito absoluto, como em 2008. Mas sei como abordar o torneio mentalmente", afirma o número 3 do ranking. Questionado novamente sobre como a perda do título em Wimbledon o afetou, ele diz que tirou coisas positivas. "Depois de Wimbledon, sentei com minha esposa, tomei uma taça de vinha e refleti que havia jogando muito bem na semi e muito bem na final também".

Sobre a qualidade de seus principais adversários, Federer diz que a devolução de saque se tornou primordial no tênis moderno. "Sem isso, não há vitórias, simples assim. Claro que não é tão importante quanto o saque, mas é surpreendente como as devoluções evoluíram nos últimos 20 anos. Não existe mais uma forma segura de sacar e dominar o ponto".

Ele fez elogios justamente à devolução de seus dois principais adversários: "Rafa (Nadal) é o que melhor devolve e recupera terreno, é incrível o que consegue fazer. Novak (Djokovic) pega na frente e o faz da forma mais agressiva possível. De minha parte, tento variar mais e usar slices. A consistência é essencial".

Federer estreará na rodada noturna do US Open nesta segunda-feira e entrará em quadra às 20h (de Brasília) para encarar o indiano Sumit Nagal, que virou um jogo incrível diante de João Menezes na última rodada. "Ele é o deus do tênis", definiu Nagal, número 190 do ranking aos 22 anos, que jogará seu primeiro Grand Slam.

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