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Juízes evitam alguns tenistas, revela ex-árbitro
25/08/2019 às 14h43

Fergus Murphy tenta se entender com Berdych

Foto: Arquivo

Lugano (Itália) - Não são apenas tenistas que não gostam de determinados juízes. Segundo o italiano Giorgio Tarantola, que trabalhou como árbitro por 18 temporadas até se tornar diretor de torneios, é comum também juízes pedirem para não serem escalados.

"Não se trata de favoritismos, mas pode acontecer de o supervisor evitar certas escalações", revela Tarantola ao site Tennis World. "Existe uma espécie 'lista negra' e os árbitros pedem para não subirem na cadeira quando um determinado tenista estiver jogando".

O italiano não acredita que os melhores tenistas cheguem a intimidar os juízes. "Eu atuei em diversos jogos de jogadores que eram números 1 do ranking, mas garanto que normalmente você nem tem tempo de pensar nisso, já que está totalmente focado no jogo. O ideal é mesmo não pensar nisso, simplesmente aplicar as regras".

Tarantola, que trabalhou no circuito entre as temporadas de 1990 a 2008, revela que houve um substancial aumento de 50% no pagamento aos principais árbitros. "Na minha época, recebíamos US$ 1 mil por semana, livres de qualquer despesa de viagem. Hoje, são 31 juízes com contrato fixo, entre eles Carlos Bernardes, Kader Nouni, Mohamed Lahyani, Fergus Murphy, Cedric Mourier e Gianluca Moscarella, e eles recebem US$ 1.500 por semana. Sem falar em partidas da Copa Davis, que são custeadas pela Federação Internacional e que podem render até 70 mil euros a um juiz que trabalhe 25 semanas".

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