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Djokovic minimiza vaias e evita falar sobre o ombro
02/09/2019 às 09h41

Nova York (EUA) - Terminou em desistência a campanha do sérvio Novak Djokovic nesta edição do US Open. O ombro esquerdo, que o incomodava desde a segunda rodada do torneio, não resistiu e forçou o abandono do número 1 do mundo em plena partida de oitavas de final diante do suíço Stan Wawrinka, na noite do último domingo.

Vaiado por parte do público na saída de quadra, ‘Nole’ garantiu não se importar muito com o ocorrido, mas cobrou um pouco mais de respeito. “Não estou ofendido e não dou muita atenção para isso. Gosto de respeitar os outros e espero que também possam respeitar minha decisão”, comentou o sérvio, que defendia o título em Flushing Meadows.

“Sinto por aqueles que queriam ver uma partida inteira e não conseguiram. Muita gente não sabia o que estava acontecendo e por isso não podemos culpá-los. Obviamente não sou o primeiro nem o último a me lesionar e desistir no meio de um dos torneios mais importantes do calendário, mas não deixa de ser frustrante”, acrescentou o líder do ranking.

Assim como fez após a vitória sobre o norte-americano Denis Kudla, o sérvio preferiu não entrar em detalhes sobre a lesão e falou o mínimo possível. “Sim, infelizmente foi o ombro esquerdo. Mas antes de tudo tenho que enaltecer Stan, que é um grande jogador. Desejo todo o melhor para seu resto de torneio”, declarou Djokovic.

“Não quero falar de minhas lesões, já disse isso anteriormente. Já falei que foi o ombro esquerdo e não tenho mais nada a acrescentar. Ainda vamos avaliar novamente, pois tive muitos tratamentos e diagnósticos diferentes nas últimas semanas. Vou fazer novos exames e ver como evoluiu o ombro. Espero poder voltar a tempo de jogar em Tóquio”, acrescentou o sérvio.

Elogios para Wawrinka e olho em Federer

Algoz de Djokovic na competição, Wawrinka não foi o único suíço lembrado na entrevista coletiva após a eliminação. “Não é segredo que quero vencer o maior número de Slam possível e alcançar o recorde de Roger (Federer), mas sei que o caminho é longo. Espero poder jogar muitos anos mais e é isso que tenho nos meus planos”, contou dono de 16 títulos de Grand Slam.

“A temporada de Grand Slam está finalizada para mim, ganhei dois e fiz semifinal em Roland Garros. Tive um grande desempenho e não posso reclamar”, complementou o sérvio, que também não poupou elogios a Wawrinka. “Ele se destaca quando joga contra os maiores jogadores no mundo e nos principais palcos, por isso já ganhou três Slam e um ouro olímpico (nas duplas). Já lutou contra muitas lesões e é genial vê-lo no mais alto nível”, encerrou.

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