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Decepcionado, Federer diz que foi pior em tudo
04/09/2019 às 09h06

Nova York (EUA) - Não será desta vez que o público do US Open verá um inédito duelo entre Roger Federer e Rafael Nadal no torneio e tampouco será a redenção do suíço no Grand Slam norte-americano, onde conquistou cinco títulos seguidos entre 2004 e 2008, mas desde então fez apenas duas finais. O atual número 3 do mundo se despediu de Flushing Meadows na noite desta terça-feira com uma derrota de virada para o búlgaro Grigor Dimtrov em cinco sets.

“Estou muito decepcionado. Tive minhas oportunidades, estive em vantagem no placar em alguns momentos e no quarto set deixei escapar várias chances de devolver a quebra. Comecei muito mal no quarto set e também no quinto, isso foi determinante para o resultado final. Foi difícil superar Grigor a partir da linha de base, não me senti confortável em momento algum porque ele estava constantemente mudando o ritmo”, analisou Federer.

O suíço fez questão de destacar os méritos de seu algoz. “Ele fez uma grande partida e soube como jogar, embora não tenha feito nada que me surpreendesse em nível tático. Simplesmente esteve melhor do que eu em todas suas decisões, sempre teve potencial para fazer isso e merece todo o mérito pela vitória”, comentou o tenista da Basileia, que foi superado por Dimitrov pela primeira vez em oito encontros.

Sobre a saída de quadra para receber atendimento do fisioterapeuta, Federer explicou que não era nada muito grave. “Precisava de tratamento na parte superior das costas e no pescoço, a musculatura estava muito tensa e precisava dar uma soltada, mas não quero falar muito disso, é o momento de Grigor. Foi um problema que surgiu nesta tarde antes da partida, fiz o que pude, lutei com tudo o que tenha e ele apenas foi melhor”.

A dura derrota sofrida na decisão de Wimbledon, quando perdeu dois match-points diante do sérvio Novak Djokovic ficou no passado para o suíço e segundo ele próprio não interferiu em nada na derrota contra Dimitrov. “Não pensei nisso em momento algum da partida, é algo que ficou no passado e tenho que seguir adiante”, falou o tenista de 38 anos, que foi curto ao responder sobre o seu futuro no circuito.

“Não tenho uma bola de cristal. Fiz uma boa temporada, mas estou decepcionado porque não vencerei um Grand Slam neste ano”, resumiu Federer, que disse pretender voltar ao US Open na próxima temporada. Ele também adiantou que jogará ainda neste ano a Laver Cup, o Matsers 1000 de Xangai, o ATP 500 da Basileia, talvez o Masters 1000 de Paris e o ATP Finals de Londres.

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