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Dimitrov celebra volta por cima após meses duros
04/09/2019 às 10h52

Nova York (EUA) - Semifinalista de um Grand Slam pela terceira vez na carreira, o búlgaro Grigor Dimitrov vem dando a volta por cima após um período de problemas físicos, resultados ruins e queda no ranking. Campeão do ATP Finals em 2017, ele chegou a ser número 3 do mundo após a conquista, mas depois disso foi ladeira abaixo, não venceu mais um título sequer e saiu do top 50.

“Foram meses duros para mim, com lesões, reabilitações, decepções. Por sorte, tive apoio da família e dos amigos e segui sempre acreditando em mim mesmo”, contou o atual 78 do mundo, sua pior colocação desde 2012. Dimitrov conseguirá recuperar bastante terreno no ranking da ATP, subindo provisoriamente para a 25ª colocação. Ele voltará ao top 20 se disputar a final e for o campeão.

“Consegui alcançar uma boa consistência, inclusive passando por momentos ruins. Não deixei me abater por derrotas que não deveria ter sofrido, procurava sempre melhorar. Foi difícil, mas cheguei aqui bem preparado e pensando que poderia fazer algo importante cedo ou tarde. Contudo, não esperava chegar às semifinais”, revelou o tenista de 28 anos.

A recuperação de Dimitrov não poderia acontecer de melhor forma que não em um Grand Slam e ainda com uma excelente vitória de virada sobre o suíço Roger Federer, de quem havia perdido os sete duelos anteriores. “Desde o primeiro ponto me senti confortável, claro que estava um pouco nervoso, mas também estava bem mais focado que em outras partidas contra Roger”, analisou o búlgaro.

“Perdi algumas oportunidades no primeiro set, mas nunca desisti porque tive a confiança que jogando assim eu poderia vencer. Estava me movendo bem, tinha um jogo bem pensando e conseguia alongar os pontos de fundo. Meu objetivo era jogar o máximo possível do fundo. Também foi determinante melhorar o aproveitamento de primeiro serviço, isso me ajudou muito a escolher melhor os golpes”, complementou Dimitrov.

Ele percebeu que o rival tinha problemas físicos, mas como não sabia qual o grau da lesão manteve o padrão de jogo. “Do outro lado estava uma lenda que pode emergir quando você menos espera. Não há palavras para descrever o que Federer é para o tênis e por isso tento sempre aprender com ele”, falou o búlgaro, que nas semifinais irá desafiar o russo Daniil Medvedev, que vem embalado pelo título em Cincinnati e os vices em Montréal e Washington.

“Medvedev vem de excelentes resultados, está com muita confiança e fazendo tudo bem, por isso será bem difícil batê-lo. Preciso fazer o mesmo de hoje: concentrar em mim mesmo, ser consciente de que não posso alterar minha forma de jogo e seguir assim mesmo que veja meu rival cansado ou lesionado”, falou o tenista de Haskovo.

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