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'Foram seis ou sete anos de dor', afirma Murray
19/09/2019 às 16h38

Londres (Inglaterra) - Mais do que poder voltar a jogar tênis em alto nível, o britânico Andy Murray comemorou o sucesso de sua segunda operação no quadril por enfim conseguir não mais sentir dores no dia a dia. Em entrevista ao Express, o ex-número 1 do mundo disse que passou anos sofrendo diariamente com o desgaste da cartilagem.

“Era um ciclo vicioso do qual eu achei que nunca poderia me livrar. Não conseguia me lembrar de como era não ter dor porque foram seis ou sete anos assim”, declarou o britânico, que chegou a cogitar a aposentadoria neste ano em Wimbledon, mas depois do Australian Open passou por nova cirurgia e conseguiu se recuperar.

O britânico revelou ter recebido os primeiros sinais já com seus vinte e poucos anos. “Eu fiz exames naquele momento que mostravam que havia um pouco de degeneração no quadril. Disseram-me na época que se não corrigisse no momento, passando por uma operação, provavelmente teria problemas com a degeneração mais tarde”, lembrou Murray.

Só que o tenista não deu ouvidos ao conselho, pois não queria passar por uma cirurgia tão jovem, uma decisão que ele lamenta parcialmente. O problema no quadril foi então se agravando até chegar a um ponto extremo.

"Eu não tinha boa amplitude de movimento no final do quadril e a tendência era ficar cada vez pior e mais duro. Estava completamente desgastado e sentia dor o tempo todo. Era um osso batendo direto no outro toda vez que me movia. Se eu descansasse por uma semana, eu me se sentiria melhor, mas assim que eu recomeçava a me exercitar novamente, a inflamação do quadril voltava”, contou o escocês.

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