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Murray: 'Foi uma das vitórias mais importantes'
24/09/2019 às 18h39

Murray não vencia uma partida de nível ATP desde janeiro em Brisbane

Foto: Divulgação

Zhuhai (China) - A vitória na estreia do ATP 250 de Zhuhai animou bastante Andy Murray. Afinal, o ex-número 1 do mundo não conseguia vencer um jogo pela elite do circuito desde janeiro, em Brisbane. Desde então, o britânico passou por uma segunda cirurgia no quadril - já havia feito uma no ano passado - e vem retomando aos poucos a rotina no circuito, disputando torneios de duplas e um challenger antes de voltar a vencer em um ATP.

"Eu acho que, de certa forma, é uma das melhores vitórias que já tive. Não apenas em termos de superação, mas por tudo o que foi necessário para voltar a esse ponto. Hoje eu dou muito mais valor ao fato de estar saudável que no início da carreira", disse Murray, depois de vencer o norte-americano Tennys Sandgren por 6/3, 6/7 (6-8) e 6/1 nesta terça-feira. O jogo durou 2h41.

"Obviamente, depois da operação em janeiro, a recuperação foi muito difícil e eu estava indeciso sobre se queria continuar ou não. Mas estou realmente feliz por conseguir essa vitória hoje e espero poder continuar", acrescenta o britânico de 32 anos, que cogitava até mesmo a aposentadoria caso não conseguisse se recuperar das dores no quadril.

Adversário do australiano Alex De Minaur nas oitavas, Murray comparou sua situação atual com a de depois da primeira cirurgia, realizada no início do ano passado. Ele se diz sem dores no quadril e acredita que consegue se recuperar melhor fisicamente de um jogo para o outro no mesmo torneio, algo que não acontecia na temporada passada, quando as dores o impediam de seguir em alto nível na mesma semana, mesmo depois de conseguir algumas boas vitórias.

"Se eu jogasse essa partida em janeiro, não haveria chance de competir no dia seguinte ou até dois dias depois, porque eu sentiria muita dor e desconforto. Agora, sinto o cansaço e outras coisas, mas está tudo bem com o meu quadril. Então isso é muito positivo e estou satisfeito porque, em janeiro, eu não me lembrava de como era jogar tênis sem sentir dores no quadril".

Atualmente ocupando apenas o 413º lugar do ranking, Murray também recordou a temporada de 2016. Naquela época, ele ocupava a vice-liderança, mas conquistou cinco títulos seguidos no fim do ano, em Pequim, Xangai, Viena, Paris e ATP Finals para ultrapassar Novak Djokovic e terminar o ano como número 1 do mundo.

"Quando eu estava aqui no final da temporada de 2016, havia muita coisa em jogo. Eu estava tentando terminar bem o ano para chegar ao primeiro lugar. Agora, eu estou apenas tentando ganhar uma partida de tênis. É bem diferente, tenho menos expectativas de mim mesmo e menos pressão. Mas também, de maneira geral, não acho que as pessoas estejam esperando muito de mim. Portanto, é bom poder se concentrar um pouco mais no processo".

O britânico aprovou seu desempenho em quadra e sente que está evoluindo em relação ao que foi apresentado nas últimas semanas. Lembrando que ele já havia jogado contra o mesmo Sandgren no mês passado, em Winston-Salem, e perdido em sets diretos. "Hoje à noite eu estava batendo muito bem na bola, acho que minha movimentação foi muito boa e acho que eu saquei bem. Obviamente, há coisas que acho que posso fazer melhor, mas certamente houve progresso. Não sei se são 5% ou 10%. É difícil colocar um número, mas acho que me saí um pouco melhor hoje do que nos últimos torneios há algumas semanas, e isso é uma coisa boa".

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