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Osaka se sentia subestimada e celebra vaga no Finals
04/10/2019 às 17h38

Osaka viveu momento complicado no meio da temporada

Foto: Divulgação

Pequim (China) - A vitória de Naomi Osaka sobre Bianca Andreescu pelas quartas de final do WTA Premier Mandatory de Pequim encheu a japonesa de confiança. Dona de dois Grand Slam e atual campeã do Australian Open, ela lembra que viveu um período muito difícil na temporada e já se sentia subestimada pelo público e por especialistas do esporte. Nesta sexta-feira, Osaka voltou a brilhar e derrotou a campeã do US Open por 5/7, 6/3 e 6/4 e encerrou uma invencibilidade de 17 partidas da rival canadense.

"Isso significou muito para mim, porque eu sinto que as pessoas já me descartavam depois dos torneios na Europa", disse Osaka, referindo-se aos resultados no saibro e na grama, onde ela não disputou nenhuma final. "Eu ganhei um Grand Slam este ano e ganhei mais um torneio [em Osaka, há duas semanas]. Eu ainda estou aqui. Mas há uma certa beleza em ser subestimada."

"Todas as atenções não estavam sobre mim, o que é incrível. É como eu me sentia antes de chegar ao número 1. Talvez eu prefira que seja assim. Senti que estava enfrentando a jogadora em melhor forma do circuito, eu não sei. Acho que estou jogando um tênis de alto nível agora", explica a atual quarta colocada no ranking.

Com o resultado, Osaka também garantiu vaga no WTA Finals, que será disputado na cidade chinesa de Shenzhen. "Estou muito orgulhosa de ter me classificado pelo segundo ano seguido. O evento tem uma atmosfera incrível e competir naquele palco, contra as melhores jogadoras da temporada, é uma honra e um grande desafio", avalia a japonesa, que foi eliminada ainda na fase de grupos da edição passada, disputada em Cingapura.

Responsável por acabar com a longa sequência de vitórias de Andreescu, Osaka falou sobre as razões que fizeram a canadense de 19 anos vencer tantos jogos seguidos. "É claro que eu já havia visto ela jogar pela TV, mas isso é muito diferente de jogar contra ela. Sei que ela é incrivelmente inteligente. Ela sabe quando está mal no ponto e tenta variações para dificultar a outra pessoa. Então a experiência de ser essa pessoa é muito frustrante", comenta a ex-líder do ranking, que brincou ao dizer que não quer reencontrar a rival tão cedo.

"Escute, eu não quero mais jogar contra ela. Uma vez só está bom", disse a japonesa de 21 anos sobre a possibilidade de o confronto desta sexta-feira ser o início de uma rivalidade. "Mas está prestes a acontecer novamente", acrescentou. "Gosto de ver as jogadoras mais jovens. Realmente adoro ver a Coco [Gauff], Iga [Swiatek] e ela se saindo bem. Isso me dá muita motivação e me faz pensar que se elas são mais jovens que eu, preciso fazer o que elas fazem".

Osaka também teve bom humor para falar do início preocupante de partida, quando Andreescu rapidamente abriu 5/1 no placar. "Não consegui encontrar o equilíbrio entre não ficar nervosa e também ficar animada com o jogo. Isso foi um pouco difícil. Ela provavelmente estava pensando: 'Uau, o que ela está fazendo? Como foi que ela ganhou dois Grand Slams desse jeito?'".

"Mas também penso que meu plano de jogo era apenas ser a jogadora mais agressiva. Não poderia ser defensiva. Apenas tive que confiar em mim e no meu saque, e jogar de forma agressiva e consistente até que eu tivesse a chance", complementou a japonesa que enfrenta a dinamarquesa Caroline Wozniacki às 8h30 (de Brasília) deste sábado. Osaka ainda não venceu Wozniacki no circuito, sendo derrotada nos dois duelos anteriores. A dinamarquesa de 29 anos e ex-número 1 do mundo é a atual 19ª do ranking e venceu a edição passada do torneio.

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