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Atual campeã, Wozniacki tenta evitar ano zerado
04/10/2019 às 20h34

Wozniacki disputa seu último torneio da temporada e quer manter série de pelo menos um título por ano

Foto: Divulgação

Pequim (China) - Acostumada a lutar por títulos e pelas primeiras posições do ranking, Caroline Wozniacki vive uma temporada atípica. A ex-número 1 do mundo ainda não conquistou nenhum troféu em 2019 e tem sua última chance no WTA Premier Mandatory de Pequim, onde encerrará a temporada. Atual campeã do torneio e vencedora também em 2010, Wozniacki disputa a semifinal neste sábado, às 8h30 (de Brasilia) contra a japonesa Naomi Osaka, quarta colocada no ranking.

Wozniacki aparece atualmente no 19º lugar do ranking da WTA, muito por conta dos mil pontos conquistados na capital chinesa no ano passado. Considerando apenas os resultados de 2019, a dinamarquesa de 29 anos é apenas 57ª colocada. A campanha até a semifinal é apenas a segunda no ano para a ex-líder do ranking, que foi vice-campeã em Charleston. Vencedora de 30 títulos no circuito, incluindo o Australian Open do ano passado, ela ganha no mínimo um torneio por ano desde 2008. São onze temporadas com ao menos um troféu, repetindo o que Serena Williams fez entre 2007 e 2017.

"Este ano foi muito difícil, mas ainda acredito que, quando me sinto saudável, posso vencer qualquer uma. Por isso não estou me estressando", disse Wozniacki, que no ano passado foi diagnosticada com artrite reumatoide, o que limitou seu ritmo de treinos e calendário de torneios. "Nas últimas semanas, meus treinos foram ótimos. Tenho me sentido realmente bem e acho que isso aparece no meu jogo. Eu sou uma daquelas pessoas que precisa treinar duro e é isso que me dá confiança nas partidas. É o último torneio do ano para mim, então espero que eu possa terminar em alta".

No início da semana, Wozniacki falou ao WTA Insider que uma das principais lições que teve neste ano foi começar logo cedo o tratamento para pequenos problemas de saúde. Ela deu o exemplo de um pequeno resfriado que teve em dezembro do ano passado e que se tornou uma "bola de neve" no início de sua temporada, comprometendo seus resultados no primeiro trimestre. Ela ainda explicou que está se sentindo bem fisicamente nesta semana, mas isso pode mudar de um dia para o outro.

Com bom histórico em Pequim, a dinamarquesa acredita que as condições da quadra são ideais para seu estilo de jogo pautado na consistência do fundo de quadra. "Essa quadra permite variar o ritmo jogo e faz com que o contra-ataque seja mais efetivo. Se você joga com spin, ela fica lenta, mas se você entra na quadra, o jogo fica mais rápido. Penso que é uma boa combinação para o meu jogo, porque posso jogar das duas formas".

Já a respeito da vitória por 6/3 e 7/6 (7-5) sobre a russa Daria Kasatkina nesta sexta-feira, Wozniacki se lembrou das três derrotas recentes sofridas para a rival, mas destacou o aspecto mental do jogo. Ela chegou a salvar um set point durante a segunda parcial.

"Sempre tive partidas difíceis contra ela. É uma boa jogadora, muito talentosa e varia muito o ritmo. Eu apenas tentei manter o foco. Acho que nós duas jogamos ótimos pontos e alguns grandes ralis. Fiquei feliz por fechar o jogo em dois sets, no tiebreak", avalia a dinamarquesa, que precisou de cinco match points para definir a partida. Ela terminou o jogo com 21 winners e 19 erros, enquanto a russa anotou 23 bolas vencedoras e cometeu 29 erros.

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