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Barty diz que sucesso não mudou seu estilo de vida
18/10/2019 às 14h43

Barty tem recebido uma série de homenagens em seu país nas últimas semanas

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Apesar de ter feito uma excelente temporada no circuito, com direito a um título de Grand Slam em Roland Garros e a chegada à liderança do ranking mundial, Ashleigh Barty garante que o sucesso não a fez mudar seu estilo de vida. Antes de seguir para a China, onde disputará o WTA Finals, a australiana tem recebido uma série de prêmios individuais em seu país e falado à imprensa local.

"Isso não mudou a maneira como vivo minha vida", disse Barty ao programa Sunrise, da emissora de TV 7News. "Certamente há mais reconhecimento, mas não mudou a maneira como eu e minha equipe nos preparamos, treinamos e tentamos fazer as pequenas coisas da maneira certa".

A jogadora de 23 anos busca seus próprios objetivos no circuito, mas está ciente de quanto seu sucesso pode inspirar as novas gerações. "Se eu puder inspirar uma menina ou um menino, acho que seria a coisa mais incrível da minha vida. Tudo o que quero fazer é continuar tentando viver de acordo com meus valores, ser uma mulher forte, perseguir meus sonhos e tentar ser a melhor versão de mim mesma".

Na semana passada, Barty recebeu o "Prêmio Donald Bradman" do Hall da Fama do esporte australiano. Ela é apenas a segunda tenista a receber essa honraria, repetindo o feito de Pat Rafter em 2001. Já nesta semana, foi escolhida como a 'Atleta do Ano' pela edição australiana da revista Women's Health. Sua conquista em Roland Garros também foi escolhida como o 'Momento Esportivo do Ano' pela revista.

Barty quase desistiu do tênis. Apontada desde os tempos de juvenil como uma enorme promessa, a australiana fez uma pausa na carreira profissional em 2014, quando tinha 18 anos e foi jogar críquete. A volta às quadras só aconteceria em 2016, com outra mentalidade para encarar o esporte.

"Aquela era a hora de me encontrar como pessoa. Eu era uma jogadora de críquete bastante comum. Definitivamente, o tênis é minha vocação", disse durante a cerimônia no Hall da Fama. "Mas fiz amizades para a vida toda. Um grupo incrível de amigos fora do tênis, o que é muito bom, porque eles não se importavam se eu poderia bater em uma bola de tênis ou não. Foi muito bom estar com essas pessoas. Prometi a mim mesma que, quando voltasse ao esporte, eu me cercaria apenas dos melhores. É isso que pude fazer".

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