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Policial suíço foi único a bater Federer por duplo 6/0
25/10/2019 às 09h53

Basileia (Suíça) - Um dos maiores nomes da história do tênis, o suíço Roger Federer sofreu sua maior derrota em uma quadra de tênis não contra o espanhol Rafael Nadal e tampouco contra o sérvio Novak Djokovic. Um policial suíço foi o único até então a superar o tenista da Basileia sem perder um game sequer, triunfando com duplo 6/0.

Foi em uma quadra de saibro do clube Grüssenhölzli, em Pratteln, nos arredores de Basileia,  em agosto de 1991. O atual recordista de títulos de Grand Slam perdeu pela primeira e única vez sem vencer um game. Era a primeira rodada de um torneio juvenil e de um lado estava o pequeno Federer, representando o TC Old Boys Basel, e do outro Reto Schmidli, uma esperança de TC Arlesheim.

O que aconteceu depois acabou virando história. Derrotado por duplo 6/0, Federer nunca mais deixou esse placar se repetir e se tornou um dos maiores ícones do tênis mundial. "Honestamente, nunca pensei nisso", disse Schmidli, em entrevista à revista do jornal francês L’Equipe.

“Alguns anos atrás, estava sentado no terraço de um bistrô da família em Arlesheim e então um amigo me disse que Roger havia dado uma entrevista para uma revista nos Estados Unidos em que lhe perguntaram se ele já havia perdido por duplo 6/0. Ele respondeu que isso aconteceu apenas uma vez, durante este torneio em Pratteln, diante de mim”, relembra Schmidli, que passou longe de seguir os passos de Federer.

Ele até teve a oportunidade de viajar para a Austrália para treinar na Academia Patrick Rafter, mas acabou não vingando no tênis. “Percebi que não cumpria o que era necessário para poder me dedicar profissionalmente, apesar de ter um bom serviço e um grande revés. Você precisa de uma enorme capacidade de sacrifício e de um desejo ardente de glória. Eu não tinha”, contou.

“Quando deixei o tênis, fui para a universidade para estudar Ciências do Esporte e depois entrei para a polícia. Ainda estou jogando tênis no meu clube e disputo os torneios para maiores de 35 anos. Sou fã de Roger”, finalizou Schmidli.

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