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Crise no Chile coloca em dúvida o ATP de Santiago
31/10/2019 às 08h46

Santiago (Chile) - Duas semanas após ser anunciado o retorno do circuito da ATP para o Chile, o torneio de Santiago já corre riscos em 2020. A grave crise social no país, que já causou o cancelamento de cúpula da Apec e conferência do clima COP-25, em novembro e dezembro, e ainda coloca em risco a final da Libertadores, vai atingir o tênis.

Isso porque ao trazer o evento para Santiago, pegando a data que antes pertencia ao Brasil Open, o governo chileno se responsabilizou por injetar US$ 500 mil na competição, pagando assim 25% do custo estimado da competição. No entanto, o compromisso das autoridades está prestes a diminuir, devido à realocação de recursos.

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“O acordo que existe até hoje é verbal, não é um contrato que foi assinado. Quero estudá-lo, pois da maneira que está significa gastar demais e estamos revendo os gastos para o próximo ano. Estamos particularmente preocupados em ter os recursos protegidos para o próximo ano  para atletas de alto rendimento”, falou a nova ministra dos esportes Cecilia Pérez para o La Tercera.

Na próxima semana o supervisor da ATP chegará ao país, encarregado de verificar os últimos detalhes para atribuir a sede a Santiago. Os responsáveis pelo evento optaram por permanecer calados porque também não sabem se o corte ocorrerá ou se será completo ou parcial. Já a Federação Chilena de Tênis acredita que isso não impediria a realização do evento.

“Gera incerteza e preocupação, porque trabalhamos no último ano e meio nisso e nos próximos dias haverá a decisão sobre o torneio. Também não podemos ignorar o que está acontecendo no país e, se houver um ajuste na contribuição que nos seria entregue no início, nós entenderíamos”, afirmou o presidente da federação Sergio Elías para o El Mercurio.

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