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Para Wozniacki, manter o foco foi fundamental
22/01/2020 às 10h06

Wozniacki conseguiu uma vitória expressiva diante de Dayana Yastremska pela segunda rodada em Melbourne

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Depois de vencer seu segundo jogo no Australian Open e adiar novamente a aposentadoria, já que este é o último torneio de sua carreira, Caroline Wozniacki acredita que o aspecto mental do jogo foi fundamental para que ela vencesse a jovem ucraniana de 19 anos e 21ª do ranking Dayana Yastremska. Afinal, a dinamarquesa perdia o primeiro set por 5/1 e conseguiu reagir vencendo seis games seguidos. Já na parcial seguinte, precisou de seis match points para consolidar a classificação para a próxima fase.

"Ela começou muito bem. Estava sendo muito agressiva e todas as bolas estavam entrando, até mesmo algumas que talvez nem ela imaginasse que poderia acertar", disse Wozniacki após a vitória por duplo 7/5.

"Eu estava pensando comigo mesma: 'Isso não pode continuar. Porque se for assim, não há muito que eu possa fazer'. Mas eu também sabia que se eu pudesse fazer ela jogar as duas ou três primeiras bolas depois do saque ou da devolução, o jogo poderia ir mais para o meu lado. Então foi isso o que eu realmente tentei fazer", acrescenta a experiente atleta de 29 anos.

Wozniacki foi perguntada sobre o fato de Yastremska ter pedido um tempo para atendimento médico quando perdia o segundo set por 5/4 e disse que já esperava por isso e que tentou permanecer concentrada apenas no que deveria fazer. "Obviamente ela tentou quebrar o meu ritmo no 5/4, mas acho que não tem nada de errado em fazer isso. É um truque que ela já usou uma vez e eu sabia que aconteceria, mas eu tentei ficar focada".

"Eu estava apenas tentando manter o foco. Tive alguns match points, tive chances e não as peguei. Algumas vezes ela jogou bem e nas outras fui muito passiva", explica a dinamarquesa, que só conseguiria vencer a partida dois games mais tarde. "No final, eu apenas tentei continuar no jogo. E finalmente aproveitei um match point no 6/5 e isso foi um alívio", comenta a atual 36ª do ranking, que enfrentará a tunisiana Ons Jabeur na próxima rodada.

A campeã de 2018 também destacou o apoio da torcida australiana. "Foi incrível. A torcida estava me apoiando muito. Eles estavam do meu lado o tempo todo. Esse é um torneio onde eu sempre tive apoio da torcida, o que torna tudo isso ainda mais especial. Sinto que tenho muita sorte por continuar jogando em alto nível".

Em reta final de carreira, a ex-número 1 do mundo também foi perguntada sobre sua virada mais marcante e escolheu uma partida contra a russa Svetlana Kuznetsova pelo US Open de 2009, torneio em que disputou sua primeira final de Grand Slam aos 19 anos. "Uma virada que eu sempre me lembro foi contra a Kuzzy no US Open de 2009. Foi um jogo louco, à noite e nas oitavas. Ela fechou o primeiro set muito rápido, mas eu consegui vencer o jogo com 7/5 e 7/6 no terceiro".

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