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Advogado afirma que Feijão irá recorrer do banimento
25/01/2020 às 17h38

Feijão está afastado do tênis desde abril

Foto: Arquivo

São Paulo (RJ) - O paulista João Souza, o Feijão, irá recorrer da pesada punição anunciada neste sábado pela Federação Internacional de Tênis, alegando que não participou de esquemas de manipulação de resultados, do qual foi acusado pelo Unidade de Integridade do Tênis. Quem afirmou isso foi seu advogado, Michel Assef Filho, em entrevista concedida ao blog Saque e Voleio, do UOL. Feijão recebeu a pena máxima da entidade, que é o banimento definitivo do tênis e multa de US$ 200 mil. O prazo de recurso é de 20 dias úteis.

Assef diz que Feijão só admite ser culpado de dois temas: não ter comunicado abordagem de apostadores para facilitar jogos e por não ter se esforçado em algumas partidas. Segundo Assef, o tenista brasileiro teria ficado com medo de reportar a oferta de manipulação devido a "histórias que se ouve no circuito" e que a falta de esforço foi causada por problemas pessoais e passagem aérea previamente marcada.

"Quando foi abordado por um agente do TIU, ele imediatamente entregou o celular e a senha. Tudo o que a TIU pediu: extratos bancários, senha de Facebook e tudo o mais. Então essa afirmação é absurda", afirma Assef ao jornalista Alexandre Cossenza, referindo-se à penalidade de não cooperação com as investigações.

Para ele, a falta de empenho é explicável: "De fato, ele deixou de usar os seus melhores esforços em alguns jogos. Os tenistas costumam fazer isso. Em alguns jogos de dupla, quando o tenista é eliminado nas simples, ele perde o interesse na competição e joga sem seus melhores esforços nas duplas. Só que o João ainda tinha um agravante. Ele estava com problemas pessoais, estava em processo de separação da ex-mulher e tudo mais. Inclusive ele já entrava no jogo com passagem marcada, e ele admitiu isso".

A defesa de Feijão vai insistir que ele não teve vantagem financeira alguma. "Não tem nenhuma evidência nos autos de que ele tenha recebido valores. Nada. Ele abriu todos extratos bancários". Assef diz que irá levar esses temas para o TAS - Tribunal de Arbitragem do Esporte, que é a entidade máxima nesses casos - e solicitar um novo julgamento.

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