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Jaime explica ausência de mineiros e destaca Wild
03/03/2020 às 15h25

Oncins falou sobre as perspectivas da Davis e seu trabalho com a equipe durante o Rio Open

Foto: Lucas Balduino/CBT
Felipe Priante

No confronto desta semana contra a Austrália, o capitão brasileiro Jaime Oncins não contará com a presença dos duplistas mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo, um dos pontos fortes da equipe nos últimos anos na competição. O comandante do time nacional explicou a ausência do dois e se mostrou otimista com o que a renovada equipe pode fazer em Adelaide.

“É uma equipe jovem e acho que é o momento de passar confiança para eles, enfrentando uma das equipes mais fortes da atualidade. Posso esperar que vai ser uma boa experiência para esse grupo. Será uma ótima oportunidade para eles entenderem o que é jogar uma Copa Davis contra um excelente time”, afirmou Oncins, que terá um adversário desfalcado de Nick Kyrgios e Alex de Minaur.

O treinador foi franco ao explicar a ausência de Melo e Soares, que preferiram usar a semana para descansar e treinar com o foco nos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, evitando assim longa viagem de ida e de volta. Os mineiros têm como foco conseguir um bom ranking até Roland Garros para classificar a dupla para os Jogos de Tóquio.

“A conversa foi bem aberta, os dois entraram em contato comigo e me explicaram o porquê. Esse ano tem olimpíada, o calendário está muito justo, os voos são longos e como eles já são experientes e têm essa preocupação de se classificar para os Jogos e eu entendi o lado deles”, contou o capitão brasileiro.

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Oncins mostrou otimismo com a nova geração nova, vendo potencial para o time na Davis nos próximos anos. “A ideia inicial que eu tinha quando conversei com a Confederação e eles me contrataram era justamente essa de renovar a equipe com esses garotos que estão surgindo”, comentou o técnico, que destacou a figura do paranaense Thiago Wild e falou sobre como tentar extrair seu máximo.

“Ele tem uma excelente equipe a seu lado, que convive com o Thiago durante o ano inteiro e o que eu tenho é a porta aberta para conversar com todos os treinadores. Já falei com o João (Zwetsch) para ele me passar algumas coisas sobre o Thiago, para me ajudar e puxar seu melhor”, declarou Oncins.

Apesar de não viver grande momento no circuito, ocupando atualmente a modesta 287ª colocação no ranking, o paulista Thomaz Bellucci não é carta fora do baralho para Oncins, que deixa as portas abertas para o canhoto de Tietê. Ele apenas explica acreditar que o importante é o momento e se Bellucci voltar a jogar bem pode sim ter novas chances.

“As portas não estão fechadas para ninguém. Para mim, a Davis é uma questão de momento, de quem está jogando melhor. Thomaz foi um dos melhores que já tivemos e está na luta para recuperar seu melhor tênis e se começar a jogar bem de novo não tem razão alguma para eu não o chamar”, finalizou.

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Suzana Silva