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Del Potro: Vitória sobre Djokovic mudou a carreira
23/03/2020 às 17h26

Para o argentino, sua carreira tem um 'antes e depois' das Olimpíadas do Rio

Foto: Divulgação

Buenos Aires (Argentina) - Afastado do circuito desde junho de 2019 por conta de uma lesão e cirurgia no joelho direito, Juan Martin del Potro contou algumas histórias de sua carreira aos fãs durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram na companhia do ex-jogador de basquete Emanuel Ginóbili. A íntegra da conversa para aqueles que não puderam acompanhar ao vivo está disponível no site do jornal argentino La Nación.

Delpo, atualmente com 31 anos, relembrou o drama da lesão no punho esquerdo, que também o fez passar por várias cirurgias, e conta que uma vitória sobre Novak Djokovic na primeira rodada dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 deu-lhe o impulso necessário para continuar jogando e não se aposentar precocemente.

"Eu tive um antes e depois dos Jogos do Rio. A partida com Djokovic mudou minha situação", disse Del Potro. "Quando voltei a jogar em 2016, estava usando muitos slices e não conseguia executar o backhand com as duas mãos. Isso me incomodava porque eu precisava correr muito mais", relembra o argentino. "Até então, era frustrante para mim não jogar da maneira que joguei toda a minha carreira e perder para caras de quem nunca havia perdido antes".

 
 
 
 
 
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¡Se juntaron dos leyendas! 🇦🇷🤝🇦🇷 ‎ @delpotrojuan y @manuginobili arrancaron el #InstagramLive con ¿dificultades técnicas? ¡Y muchas risas! 😂💪 ‎ #Viral #Tenis #Actualidad #DelPotro #Ginóbili

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O ex-número 3 do mundo conta que evitavam avisá-lo que Djokovic seria seu adversário na primeira rodada do torneio olímpico no Brasil. "Eu estava andando pela vila olímpica quando fizeram o sorteio. Ninguém veio me dizer contra quem eu iria jogar. Eles estavam em pânico para me dizer que eu jogaria contra o Nole. Até que um dos coordenadores se aproximou e começou a falar: 'Você joga com esse, você contra aquele outro...' E quando ele vem até mim e disse: Acalme-se, você vai ficar bem'. Lá, eu nem precisei perguntar contra quem eu iria jogar. Eu saí automaticamente".

"Você se lembra que tínhamos uma praça de alimentação? Bem, fui com mais duas pessoas e comi batatas fritas, hambúrgueres e tudo. Tirei a pressão e a raiva fazendo isso. Quando joguei, foi uma das melhores partidas da minha carreira, tanto no tênis quanto emocionalmente. Foi espetacular", comentou Del Potro, que fez um excelente torneio no Rio de Janeiro, chegando a vencer também Rafael Nadal na semi e ficou com a medalha de prata, superado por Andy Murray na final.

Delpo fez questão de agradecer a Ginóbili, quatro vezes campeão da NBA e dono de um ouro olímpico em Atenas, pelo apoio oferecido nos momentos mais difíceis de sua carreira. "Você me ajudou muito nesses meses para eu me recuperar. Você recomendou médicos e tratamentos. Sou muito grato e quero que as pessoas saibam disso".

A respeito do tratamento da lesão, Del Potro espera poder retomar a rotina de competições em breve. "Os médicos estão otimistas e dizem que eu vou ficar bem, mas se a realidade do dia-a-dia não for como eles planejam, muitas coisas passam pela sua cabeça", explicou. "Quando você se machuca, é difícil. A primeira coisa que ocorre quando você para é: 'Que bom, vou estar em casa'. Mas depois de alguns dias, não consigo mais ver os torneios pela TV, preciso treinar e voltar à minha rotina. Quando sua rotina é apenas conversar com o cinesiologista é bastante enlouquecedor".

O tenista argentino também falou sobre seu isolamento por conta do risco de transmissão do novo coronavírus. Como ele estava nos Estados Unidos, realizando o tratamento para o joelho e só chegou à Argentina na semana passada, sequer está podendo sair de casa.

Não posso nem ir ao supermercado porque voltei de uma viagem e não estou autorizado", revelou. "Acho que tivemos sorte de que o coronavírus chegou mais tarde ao nosso país. As medidas que foram tomadas estão corretas. Eu durmo pouco. Acho que você também. Acompanho muitas notícias e teve uma que me comoveu. Era de um garoto enviando um áudio para seu avô, que lhe disse que sentia sua falta. O avô respondeu que o amava e que ele precisava ter paciência. Mas é importante que respeitemos as regras. Quero ir logo a Tandil para ver os meus amigos mais velhos".

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