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Simon diz que RG pensou apenas em si e não no circuito
21/05/2020 às 14h18

Paris (França) - Ex-top 10, o francês Gilles Simon é um dos jogadores mais experientes em atividade no circuito e segue jogando aos 35 anos. Ele aproveitou toda sua vivência no circuito para fazer uma análise sobre o momento atual do tênis, criticou atitudes egoístas, entre elas a de Roland Garros, e pediu mais união de todos os envolvidos para que o melhor caminho seja encontrado.

“Ao mover Roland Garros, a FFT (Federação Francesa de Tênis) não pensou em salvar o circuito, mas em salvar o torneio e seus empregos”, disparou Simon em entrevista ao 20 minutes. “Houve muitas críticas ao adiamento do torneio devido ao fato de eles não terem falado antes com os tenistas ou com algumas organizações”, acrescentou o atual 54 do mundo,

“Entendo o que eles fizeram, de verdade, já que o mais importante para Roland Garros era salvar o torneio de qualquer maneira. O US Open tentará se salvar de outra maneira. Nem todas as competições têm seguro contra pandemia como é o caso de Wimbledon”, complementou o dono de 14 títulos em nível ATP.

Para Simon, esse período deveria ser usado apenas para verificar o que não funciona e como podemos modificar o sistema. “Só que todo mundo está pensando em soluções cosméticas. Para mim o tênis está bem e continua a agradar, o grande problema é que ninguém pensa em promover o esporte como um todo. Para que melhore, as pessoas precisam trabalhar juntas”, disparou.

O tenista francês também questionou a distância atual de apenas três semanas entre Roland e o US Open. "Como vamos jogar os dois? A federação norte-americana abordará os jogadores, falará com alguns dos melhores para que eles joguem lá. Eles já começam com todos os norte-americanos, enquanto os franceses priorizarão Roland Garros”.

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Suzana Silva