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Ex-tenista atua na linha de frente contra a Covid-19
21/05/2020 às 16h44

Reka Zsilinszka, de 30 anos, é atualmente médica no Hospital da Universidade da Pensilvânia

Foto: Reprodução/Instagram

Filadélfia (EUA) - Uma ex-jogadora de tênis está atuando na linha de frente do combate ao coronavírus. A norte-americana de 30 anos Reka Zsilinszka teve curta carreira esportiva, mas logo direcionou seu foco aos estudos. Atualmente, ela é médica do setor de emergências no Hospital da Universidade da Pensilvânia e cuida do tratamento de pacientes com a Covid-19.

"A sala de emergências é sempre um caos generalizado, de modo que não mudou nada. Nós nos adaptamos bastante bem", disse Zsilinskza, ao site da revista norte-americana TENNIS. "Agora é sempre o mesmo problema: dificuldades respiratórias por coronavírus".

Zsilinszka chegou a estar entre as dez melhores juvenis do mundo em 2007 e até jogou alguns torneios no Brasil, como o Banana Bowl e a antiga Copa Gerdau. Mas disputou pouquíssimos torneios como profissional. Por outro lado, teve números muito bons no forte circuito universitário norte-americano da NCAA. Em 2009, ela ajudou a Universidade de Duke a ser campeã nacional e foi eleita a MVP do torneio depois de conseguir mais de 40 vitórias na temporada.

A jovem médica se formou em Duke e terminará a residência no próximo mês na Pensilvânia. Em seguida, será médica assistente no Southern California Permanente Medical Group, em San Diego. Embora tenha encerrado a trajetória no circuito universitário em 2011, ela ainda joga tênis de maneira recreativa e também se casou com um ex-jogador.

"Quando eu comecei a jogar tênis, tive algumas lesões. Consultei alguns médicos ortopedistas e achei o trabalho deles muito legal", declarou a ex-jogadora, que é nascida na Eslováquia. "Eu queria ser cirurgiã ortopedista quando tinha uns 12 ou 13 anos. Mas depois, mudei para a medicina de emergência".

 
 
 
 
 
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"A parte mais difícil do trabalho tem sido a interação com os pacientes", declarou. "Como vocês podem imaginar, visitantes não são permitidos e esses pacientes estão ficando muito doentes e totalmente sozinhos. Estamos usando roupas de proteção da cabeça aos pés, e por isso parecemos aterrorizantes para eles. Isso faz com que o trabalho, que já é muito duro, fique mil vezes mais difícil".

Zsilinszka comentou sobre o quanto o esporte ajuda na rotina de trabalho. "Acho que todo atleta diz isso: Não importa o que você faça, o esporte vai te tornar melhor em tudo, seja você do direito, nos negócios ou na medicina. Muitas vezes, você apenas tem que abaixar a cabeça, fazer o trabalho e não reclamar", explicou. "Quando eu acho que vou ter um plantão muito cheio, vou para o trabalho ouvindo músicas animadas para chegar motivada. É como uma partida de tênis. Se entra em quadra devagar, você não começa bem o jogo e já sai perdendo por 3/0".

Ela também falou sobre uma preocupação com a saúde mental de seus pacientes. "Ainda há muito medo. Quando eu digo aos pacientes que eles têm coronavírus, ficam assustados porque acham que é uma doença terminal. Embora seja muito sério, se você seguir os protocolos apropriados, é possível não transmitir o vírus e se recuperar".

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