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Ferrer: 'Pode haver outro como eu, não como Nadal'
22/05/2020 às 13h44

Madri (Espanha) - Um dos nomes de destaque na história recente do tênis, o espanhol David Ferrer não conseguiu fazer frente a nomes como o compatriota Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic, o britânico Andy Murray e o suíço Roger Federer, mas mostrou grande regularidade e chegou a ser número 3 do mundo.

Em entrevista ao Eurosport, o ex-tenista profissional e agora dirigente do ATP 500 de Barcelona falou um pouco sobre o momento de pandemia, contou o que não sente saudade da época de jogador e não deixou de enaltecer a figura de Nadal.

“Pode haver um novo 'David Ferrer', mas não um novo 'Rafa Nadal'. O que ele conseguiu em todo o mundo é incrível, seus números são estratosféricos”, afirmou o espanhol de Javea, que lembrou do fim de carreira de outros ícones do tênis em seu país, mas garantiu que Nadal será insubstituível.

“Já passamos por esses processos com a aposentadoria de Alex Corretja, Juan Carlos Ferrero ou Carlos Moyá, que eram jogadores totalmente consolidados e que alcançavam coisas extraordinárias e que já era difícil igualar seus feitos. Mas a situação de Nadal é diferente, pois acho que não vou ver um novo jogador com esses números de novo”, observou Ferrer.

O espanhol contou como acredita que enfrentaria esse período sem tênis e até mesmo sem treinos. “Eu sinceramente acho que isso me custaria muito. Ficar uma semana ou duas sem tocar na raquete, sendo como eu precisava me manter treinando e competindo, acho que me deixaria muito ansioso”, disse Ferrer, que também revelou o que não sente falta do circuito.

“Aqueles momentos antes de um jogo, o nervosismo antes de entrar na quadra e nos dois primeiros jogos da partida é complicado e muitas vezes difícil de se adaptar. Lembro-me da ansiedade quando ia fazer um exame. Também não sinto falta das horas mortas nos aeroportos esperando, ou da solidão quando você perde um jogo”, encerrou.

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Suzana Silva