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Nadal: 'Espremer calendário aumenta risco de lesões'
03/06/2020 às 18h03

Manacor (Espanha) - Apesar de as competições oficiais continuarem suspensas até 31 de julho, por conta da pandemia da Covid-19, a flexibilização gradual das regras de isolamento já permite aos tenistas discutirem a volta do circuito. Especialmente no momento em que alguns torneios amistosos já começam a ser realizados. Mas Rafael Nadal, que completou 34 anos nesta quarta-feira, alerta para o risco de agravamento de lesões caso uma eventual reestruturação do calendário force a realização de muitos eventos em um curto intervalo de tempo.

"Espero que possamos voltar. Sei que é complicado porque existem muitas incógnitas, mas estou confiante de que as coisas vão melhorar e poderemos jogar novamente em 2020. Vamos ver o que acontece. O que precisamos agora é ter paciência e responsabilidade com todas as decisões que serão tomadas", disse Nadal, durante um bate-papo com as crianças beneficiadas por sua fundação de caridade.

"Acho que um calendário muito apertado para recuperar tudo o que foi perdido não seria bom. Viemos de um longo período sem jogar e isso aumentaria muito o risco de lesões. Então, não é uma boa ideia", acrescentou o atual número 2 do mundo, que possui um longo histórico de lesões durante sua carreira profissional.

Nadal também falou sobre como passou o período de isolamento em casa. "Durante a quarentena, tentei me informar de tudo, ler, estar ciente de como estavam os garotos da Academia... Também me diverti jogando videogame e, é claro, fazendo meus exercícios físicos em casa para não perder a forma".

O espanhol se casou no ano passado com a companheira de longa data Maria Francisca Perello após anos de namoro e conta que nunca teve a oportunidade de ficar tanto tempo ao lado da família. "Eu fiquei com a minha esposa nesses dias de confinamento. Acho que nunca ficamos tanto tempo juntos, já que estou sempre viajando para os torneios, mas desta vez tivemos que estar aqui em casa. Foi uma nova experiência, embora tenha sido muito triste ver todas as pessoas que sofreram com a doença. Tento pensar positivo diante da gravidade da situação".

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