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US Open pretende reduzir equipes e deslocamentos
06/06/2020 às 11h10

Jogadores só poderiam levar um integrante da equipe e ficariam longe de Manhattan

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - O rígido protocolo de segurança exigido pelo US Open para a realização do torneio teve mais detalhes divulgados neste sábado. Segundo o jornal espanhol Marca, a organização do Grand Slam nova-iorquino deverá realizar um grande número de exames para a Covid-19, além de impor uma série de restrições à circulação de pessoas pelo complexo. A competição está prevista para começar em 31 de agosto e terá seu futuro definido ainda neste mês de junho.

Segundo a publicação, os tenistas seriam testados a cada dois ou três dias para reduzir ao máximo o risco de transmissão do novo coronavírus. Além disso, cada jogador só poderia levar um integrante da equipe para acompanhá-lo nas instalações do Billie Jean King Tennis Center. A escolha, na maioria dos casos seria pelo treinador, enquanto fisioterapeutas, preparadores físicos e outros profissionais ficariam em hotéis.

As condições de hospedagem dos jogadores também seriam determinadas pela organização do evento. Os atletas seriam orientados a ficar no entorno do complexo onde competição é disputada, no bairro de Queens. Eles também ficariam impedidos de acessar a região de Manhattan, região onde eles normalmente ficavam hospedados em condições normais.

Nos últimos dias, tenistas importantes comentaram sobre o risco de contaminação pelo novo coronavírus. O tetracampeão Rafael Nadal afirmou que não viajaria para Nova York se o torneio fosse hoje, mas que iria avaliar o desenrolar da situação nos próximos meses. Já a líder do ranking feminino Ashleigh Barty considerou os riscos de contágios dela e de sua equipe e que irá aguardar os posicionamentos da WTA e a USTA sobre os torneios do verão norte-americano.

Nova York foi um dos epicentros da pandemia nos Estados Unidos. A cidade teve mais de 205 mil casos confirmados e 16 mil mortes, enquanto o estado registrou mais de 376 mil casos, com 24 mil vítimas. O próprio complexo Billie Jean King, sede das competições do US Open, chegou a ser utilizado como hospital temporário e centro de distribuição de alimentos durante o pico da pandemia.

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Suzana Silva