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Casos aumentam, mas Isner quer público em Atlanta
02/07/2020 às 14h38

O norte-americano discutiu com seguidores nas redes sociais ao promover torneio com torcida

Foto: Arquivo

Atlanta (EUA) - Uma série de exibições começa nesta sexta-feira em Atlanta e já tem polêmica. O evento que contará com nomes como John Isner, Sam Querrey, Frances Tiafoe e Tennys Sandgren terá público no estádio e venda de ingressos. Entretanto, o número de casos de coronavírus na região está aumentando nos últimos dias.

Números da última quarta-feira do Departamento de Saúde Pública do Estado da Geórgia mostram que a região tem 84.237 casos, com 2.827 mortes. Nas últimas 24h foram 2.946 novos casos, um recorde desde o início da contagem do estado, com 22 óbitos.

Segundo a revista norte-americana Tennis, serão permitidos 450 torcedores para acompanhar o torneio de perto. Chamado de All American Team Cup, o evento será uma competição por equipes e vai até domingo. Eddie Gonzalez, diretor do torneio, disse recentemente à Forbes que tem a oportunidade de mostrar ao mundo de que é possível realizar um torneio com público de forma segura.

Discussão com seguidores nas redes

Ao promover o evento em suas redes sociais, John Isner acabou discutindo com os seguidores, que o questionavam sobre os riscos a realização dos jogos com público no estádio no momento em que a região ainda é bastante afetada pela Covid-19. "Vocês, coronabros, podem ficar nos seus porões se quiserem. Eu escolhi viver a minha vida e promover o esporte que eu amo de maneira segura", escreveu o atual 21º do ranking.

Não demorou para que a declaração repercutisse e outros seguidores questionassem o jogador: "Coronabros? Quanta insensibilidade sua com as pessoas que perderam seus entes queridos para o vírus", escreveu uma leitora. "Você só se importa com o que pode acontecer com você. Mas e se esse evento infectasse outra pessoa e essa pessoa for parar no hospital ou pior? É por isso que temos que ficar em casa o máximo possível", ponderou outra seguidora.

Uma das mensagens mais fortes veio de uma mulher identificada como Mary Sies. "Eu perdi um familiar para a Covid-19 no dia 30 de março. Ele passou por 11 dias horríveis, com quase todos os sistemas do corpo parando de funcionar. Não havia como salvá-lo. Você pode jogar em segurança e não pegar esse vírus horrível, mas mostra não ter classe ou conhecimento ou fazer pouco caso da Covid-19 e do medo da doença".

Para essa mulher, Isner respondeu: "Sinto muito em ouvir isso. De maneira nenhuma estava subestimando o efeito do vírus, mas entendo que a percepção pode ser realidade".

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