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Popyrin não jogará o US Open: 'É um grande risco'
07/07/2020 às 19h11

Popyrin vinha disputando o circuito de Mouratoglou na França nas últimas semanas

Foto: Arquivo

Nice (França) - O jovem australiano Alexei Popyrin, número 103 do ranking, não disputará o US Open. O jogador de apenas 20 anos acredita que ainda é muito arriscado viajar para os Estados Unidos em meio à pandemia da Covid-19 e ao recente aumento de casos no país. A próxima edição do Grand Slam norte-americano está marcada para começar em 31 de agosto.

"Eu realmente nunca quis jogar este US Open", disse Popyrin ao portal Tennis Majors. "Acho que com a situação dos Estados Unidos no momento, é muito difícil realizar o torneio. Eu acho que é um grande risco para todos que forem jogar".

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Popyrin também afirma ter conversado com vários jogadores sobre o assunto: "Entre os que eu falei, alguns estão com medo do vírus e outros não. Alguns acham que é apenas uma farsa. Teremos que esperar e ver quantos jogadores vão", acrescentou o australiano, que nas últimas semanas jogou o Ultime Tennis Showdown, circuito promovido por Patrick Mouratoglou na França.

Mudança no ranking também motivou a decisão
Outra razão que motivou Popyrin a não jogar o US Open foi a recente decisão da ATP de modificar o cálculo do ranking. Foi definido na última segunda-feira que a classificação de um tenista será determinada a partir dos 18 melhores resultados em 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020. Dessa forma, não há necessidade de defender pontos obtidos no ano passado.

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"O que a ATP fez com os rankings eu acho ótimo. Congelou os rankings para os jogadores não se sentirem forçados a jogar", comenta o australiano, que chegou à terceira rodada no ano passado e vai manter seus 90 pontos no ranking mundial.

O jovem tenista também se mostrou preocupado com Roland Garros, já que os organizadores do Grand Slam francês pretendem receber público nos estádios. O torneio parisiense começa em 28 de setembro. "Acho que depois do que vimos no Adria Tour, com Novak Djokovic e outros jogadores, e também em Atlanta com Frances Tiafoe pegando o vírus, eu acho muito arriscado. Os dois torneios tiveram público. É uma situação difícil de jogar".

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