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Circuito profissional retorna nesta 2ª e com torcida
31/07/2020 às 08h26

WTA de Palermo marca o retorno das competições do circuito feminino

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

A longa espera dos fãs de tênis para a volta das competições oficiais do circuito chega ao fim na próxima segunda-feira. Foram mais de quatro meses de paralisação completa do esporte, desde o dia 12 de março. O primeiro torneio oficial na retomada do circuito será exclusivamente feminino. O WTA de Palermo dá a largada no saibro italiano e terá público nas arquibancadas. No entanto, o pequeno estádio para 1.500 torcedores vai receber até 280 espectadores por rodada. Somando as jogadoras e a equipe operacional do evento, o número máximo de pessoas no estádio será de 327.

A pandemia da Covid-19 forçou o cancelamento de todas as competições oficiais do tênis, não apenas para profissionais, mas também para juvenis, veteranos ou do tênis em cadeira de rodas. Os rankings da ATP e da WTA foram congelados com a data de 16 de março.

O cálculo do ranking também precisou de ajustes. Em vez do tradicional formato anual, contando os pontos das últimas 52 semanas, serão computados os resultados obtidos em um período de 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020. Os homens podem utilizar suas 18 melhores campanhas, enquanto as mulheres terão os 16 melhores resultados contabilizados na disputa por posições.

+ ATP mudará cálculo do ranking no restante do ano
+ Ranking da WTA também usará pontos de 22 meses

Em meio às várias indefinições sobre as datas de retorno ao circuito, o torneio de Roland Garros foi adiado para o fim de setembro, enquanto Wimbledon teve a edição deste ano cancelada, o que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial. O US Open segue marcado para começar em 31 de agosto, mas há dúvidas sobre sua realização por conta do aumento no número de casos de coronavírus nos Estados Unidos.

Os torneios chineses também não serão realizados este ano, o que inclui até o WTA Finals, competição entre as oito melhores da temporada feminina. O prejuízo para o circuito feminino sem eventos na China passa de US$ 30 milhões, que seriam distribuídos em premiações de torneios.

Exibições preencheram vazio no calendário
Apesar de um período muito longo sem competições oficiais, alguns tenistas puderam atuar em partidas de exibição nos últimos meses. Desde maio, países na Europa e algumas regiões dos Estados Unidos flexibilizaram suas normas de isolamento e possibilitaram a realização de competições amistosas.

O público pôde acompanhar eventos como a Batalha dos Britânicos em Londres, o Ultimate Tennis Showdown na cidade francesa de Nice, o polêmico Adria Tour na Sérvia e na Croácia, e séries de exibições em Charleston e Berlim. Federações nacionais de países como a Austrália, a França, a Espanha também promoveram seus próprios circuitos. O tradicional interclubes norte-americano World Team Tennis (WTT) também pôde acontecer e com público no estádio, mas com muitas mudanças no formato. Cada evento definiu seus próprios protocolos de segurança de acordo com a realidade local.

Alguns jogadores tiveram a chance de atuar em diversas competições. É o caso do número 3 do mundo Dominic Thiem. Mesmo com o circuito completamente parado devido à pandemia, o austríaco disputou seis torneios em quatro países diferentes. Foram 28 jogos, com 25 vitórias, e quatro títulos em torneios amistosos. Além disso, Thiem conseguiu atuar em todos os pisos. Ele participou de exibições no saibro, na grama e em quadras de piso sintético.

Por conta das várias restrições às viagens internacionais, só dois tenistas brasileiros tiveram um calendário de competições nesse período. Radicada nos Estados Unidos, a paulista Luisa Stefani mora e treina na academia Saddlebrook, na Flórida, que vem realizando exibições nos últimos três meses. Já o capixaba Jordan Correia treina na academia do ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, em Alicante, e atuou em algumas etapas do circuito espanhol.

+ Stefani supera rodada dupla nas exibições da Flórida
+ Jordan equilibra contra 106º do mundo, mas cai em 3 sets

O tênis também acabou tendo destaque negativo nos últimos meses, especialmente por conta de casos de jogadores contaminados pela Covid-19. O número 1 do mundo Novak Djokovic promoveu o Adria Tour e prometia levar o tênis para quatro países na região dos Bálcãs. A série de exibições causou polêmica por receber público muito grande em quadra e com poucas restrições de distanciamento social. Djokovic e sua esposa Jelena contraíram a doença, assim como Grigor Dimitrov, Viktor Troicki e Borna Coric, além de familiares e integrantes de suas equipes técnicas. Apenas duas etapas foram realizadas. Outro torneio com público e que causou polêmica foi o All American Team Cup, em Atlanta, e teve o norte-americano Frances Tiafoe infectado ainda no primeiro dia de disputa. O jogador foi isolado e o evento seguiu até o fim.

Palermo recebe a volta do circuito

A cidade de Palermo, no Sul da Itália, foi escolhida para receber o primeiro torneio da volta do circuito da WTA. Os promotores do tênis feminino definiram polos na Europa e nos Estados Unidos para a retomada do circuito. Duas competições acontecem na semana seguinte, a partir de 10 de agosto. As atletas tem a opção de atuar no saibro de Praga na República Tcheca ou no piso duro de Lexington, no estado norte-americano do Kentucky. Os homens terão que esperar até 21 de agosto, quando começa o Masters 1000 de Cincinnati, excepcionalmente movido para Nova York.

+ Konta também desiste de jogar no saibro de Palermo
+ Quarentena impede Halep de jogar em Palermo
+ De olho em mais uma top 10, Palermo visa Pliskova

A organização do torneio italiano estava empolgada depois de anunciar a presença da romena Simona Halep. Mas os planos de contar com a vice-líder do ranking e campeã de dois Grand Slam caíram por terra depois que as autoridades de saúde da Itália impuseram quarentena obrigatória para quem chega da Romênia ou da Bulgária. A britânica Johanna Konta, 14ª colocada, também acabou desistindo.

 
 
 
 
 
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Palermo, July 25, 2020 – “Simona Halep should participate in the 31st Palermo Ladies Open. “Following a literal interpretation of the provisions in force, it seems that workers, therefore professional athletes too, should be exempted from the mandatory quarantine”, said Oliviero Palma, director of the WTA tournament to be played at Palermo’s Country Time Club from August 1 to 9. “We are waiting for an official clarification from the competent authorities, but we are confident – underlined Palma. I reassured Simona Halep’s manager (Virginica Ruzic)”. With regards to another matter, Palma is waiting for another answer, yet in this instance of a player: former number 1 and currently 3rd in the WTA rankings Karolina Pliskova will soon disclose her decision regarding her participation to the 31st Palermo Ladies Open. “We’re waiting for an official answer from Karolina Pliskova by next Tuesday (July 28) – declared Palma. If the Czech ace will not be willing to come, we will evaluate other Top 10’s requests. Wild cards? Those for the main draw will be assigned to Camila Giorgi and Jasmine Paolini. In light of some retirements, Gatto-Monticone and Trevisan will access to the qualifying round and so on. Other than Errani and Cocciaretto, Sicilian Dalila Spiteri (no. 634 of the world) will receive a wild card for qualifying. The assignment of the fourth wild card for qualifying will be decided with the Italian Tennis Federation (FIT)”. In the meantime, the first tennis players are expected to arrive tomorrow. The first one will be Paula Badosa, followed by the others of the qualifying round. All of them, starting from Tuesday, will undergo the Coronavirus test. Subsequently, it will be repeated every four days. #PLO20

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Originalmente, o evento contaria com cinco integrantes do top 20. Seguem inscritas a croata Petra Martic (15ª), a canhota tcheca Marketa Vondrousova (18ª) e a grega Maria Sakkari (20ª), além de nomes como Jelena Ostapenko, Donna Vekic e Dayana Yastremska, mas uma possível debandada não é descartada. O diretor do torneio Oliviero Palma ainda quer trazer mais uma top 10 e negocia com a número 3 do mundo Karolina Pliskova.

Rígido protocolo de segurança
As competições em Palermo seguirão um rígido protocolo de segurança. Antes de cada partida, será feita a higienização dos assentos e todas as áreas abertas ao público. Fiscais estarão espalhados pelo estádio para checar a temperatura dos espectadores e verificar se eles estão usando máscaras, respeitando o distanciamento e ficando nos assentos corretos. Quem apresentar temperatura corporal acima de 37,5º C será barrado.

O uso de máscaras é obrigatório até mesmo para as crianças. O público só terá acesso à quadra central, com assentos numerados, e o torcedores deverão ficar pelo menos um metro separados uns dos outros, mas pessoas que morem na mesma casa podem se sentar lado a lado. Além disso, os fãs não poderão, por exemplo, se posicionar na saída das jogadoras da quadra para pegar autógrafos e tirar fotos. Protocolos de distanciamento e rotas de caminhada serão aplicadas na entrada e saída das pessoas do clube. Também será proibido deixar roupas, bolsas ou objetos pessoais no estádio para guardar lugar.

Também foram definidas algumas normas referentes a eventuais casos de Covid-19 e a limitação no número de integrantes das equipes técnicas de cada atleta. Se uma jogadora for diagnosticada com a doença, ela será automaticamente afastada do torneio e colocada em isolamento. A partir de então, ela terá que seguir as recomendações médicas para o tratamento. A competição, entretanto, continuaria até o fim. Exames para detecção do coronavírus estão sendo realizados no hotel oficial do torneio desde a última terça-feira.

+ Palermo deve sofrer enxurrada de desistências
+ Jogadoras com Covid-19 serão afastadas de torneio

+ Com público, WTA de Palermo exige o uso de máscaras

Cada tenista só poderá levar um integrante de sua equipe ao local do torneio. Essa regra tem duas exceções: Jogadoras que já são mães podem levar seus filhos e mais um acompanhante para cuidar da criança. Já as atletas menores de 18 anos podem ter a companhia do pai ou da mãe ou de guardião legal nas dependências do evento. O acesso ao clube onde o torneio é realizado só será permitido para jogadoras e profissionais das equipes que tiverem exames negativos para Covid-19.

O uso de máscaras é obrigatório nas áreas comuns do hotel, do clube e no transporte. As exceções ficam para treinos, jogos e alimentação. As atletas devem manter distanciamento social de dois metros. Não é recomendado às jogadoras e integrantes de suas equipes que deixem as dependências do hotel ou do clube, para evitar o risco de contaminação pelo coronavírus. Atletas e demais profissionais podem sofrer sanções disciplinares em caso de descumprimento das normas.

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