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Médico: 'Duvidaram que Nadal teria carreira longa'
06/08/2020 às 11h44

Paris (França) - Apesar dos 34 anos de idade completados em junho e da série de lesões que encarou durante a carreira, o espanhol Rafael Nadal segue firme no circuito e ainda não pensa em aposentadoria. Para o médico francês Ben Illouz, um dos fatores que explicam a longevidade do canhoto de Mallorca é sua capacidade de exceder os limites normais de força e intensidade.

“Existem pessoas que parecem não sentir dor. Há pessoas no esporte que, em uma escala de um a 10, dizem que têm dor já a partir de um grau três, enquanto para Nadal é necessário chegar a sete. Por isso ele joga com inflamações até o fim e não há alerta em seu corpo”, afirmou o médico em entrevista para o Tennis World USA.

“Foi por isso que o vimos deixar Roland Garros uma vez por fratura por estresse na sola do pé. É o mesmo problema que ele teve que lidar em vários torneios quando jovem. As fraturas por estresse não acontecem por acaso. Muitos tentam forçar um pouco e se dói, eles param, mas não é assim com Nadal, que excede os limites normais de força e intensidade”, explicou.

O médico acredita que o espanhol deveria ouvir mais seu corpo. “Existe uma equipe focada nos conceitos que vemos na fisioterapia no esporte, mas é importante que Nadal também saiba um pouco o que acontece com seu corpo. Às vezes, nas coletivas de imprensa após os jogos, ele tem cãibras na cadeira”, observou Illouz.

“Apesar de sua extensa carreira, ele continua jogando no mais alto nível, gerenciando seus jogos de maneira mais econômica e optando por jogar menos torneios. Ele tem uma grande força mental. Muitos médicos disseram que ele não teria uma carreira longa no tênis por causa de suas lesões, mas Nadal mostrou a eles que estavam errados”, finalizou.

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Suzana Silva