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Djokovic: 'Nunca falamos em boicote ou separação'
16/09/2020 às 16h16

Roma (Itália) - O sérvio Novak Djokovic teve que colocar o assunto em dia após sua estreia com vitória no Masters 1000 de Roma, seu primeiro evento no saibro europeu. Na entrevista coletiva, ele voltou a falar sobre a desclassificação no US Open, analisou seu desempenho na partida contra o italiano Salvatore Caruso, e voltou a defender a associação de jogadores que pretende formar.

Ao ser questionado sobre um possível racha com a ATP ao promover a associação de jogadores, o número 1 do mundo garantiu que não seria este o caso. Conheci Andrea (Gaudenzi, o presidente da ATP) no encontro com os jogadores há dois dias, conversamos e não há problemas entre nós”, afirmou o tenista de Belgrado.

“Queremos lutar ao lado deles (ATP), nunca falamos em boicote, separação ou coisa parecida. Queremos trabalhar juntos”, enfatizou o sérvio, que na próxima fase enfrentará o compatriota Filip Krajinovic. “Fico feliz em vê-lo jogando bem, pois é uma pessoa próxima e que tentei ajudar como mentor no circuito nos últimos sete ou oito anos”.

Djokovic inclusive lembrou a derrota no único encontro com o compatriota. “Ele está em boa forma e não o enfrento desde a primeira vez que jogamos contra, em Belgrado, numa partida que acabou com minha desistência. Estou ansioso pelo confronto e feliz com Filip, que agora está treinando com Janko Tipsarevic”, observou o líder do ranking.

A desclassificação no US Open é passado para o sérvio, que depois daquela situação em Nova York, teve altos e baixos nos próximos 4 ou 5 dias de treinamento. “Comecei a treinar e tive algumas sessões muito boas para enfrentar minhas primeiras partidas no saibro. Estava ansioso por meu primeiro jogo neste piso, para deixar para trás o mais rápido possível o que sobrou daquele episódio”.

Por fim, o número 1 do mundo não lamentou ter perdido a série de vitórias com a desclassificação. “Não é algo a que dou muita importância, o principal é que a confiança ainda existe, independentemente da superfície. Não me considero imbatível, todos são derrotáveis. Sei que não terminei minha partida no US Open, mas oficialmente eu fui considerado derrotado”, comentou o sérvio.

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Suzana Silva