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Cornet alerta para proximidade com público
20/09/2020 às 19h10

Cornet estreia no torneio francês nesta segunda-feira

Foto: Arquivo

Estrasburgo (França) - O WTA de Estrasburgo, que acontece durante a próxima semana, tem autorização para receber público. Mas como as arquibancadas em volta da quadra são muito pequenas, as jogadoras podem não se sentir tão seguras em razão da pandemia da Covid-19. A francesa Alizé Cornet foi uma das que citaram o problema. Ela estreia no torneio nesta segunda-feira contra a eslovena Polona Hercog.

"É completamente paradoxal que estejamos trancadas num hotel, impedidas de sair e levamos todo o hiperprotocolo ao pé da letra, mas tenhamos que conviver com gente que está aglomerada e que não respeita o distanciamento. Então, há algo errado", disse Cornet em entrevista ao jornal L'Equipe.

"Posso entender que não é fácil de administrar. O que eu quero é que em Roland Garros isso seja feito de forma melhor porque haverá mais público, mais jogadores e, portanto, mais riscos. Será necessário colocar todas as precauções no lugar", acrescentou a francesa de 30 anos, ao lembrar que Roland Garros começa no próximo domingo e receberá até 5 mil torcedores na quadra Philippe Chatrier, principal estádio do complexo.

Diretor do torneio diz que segue o protocolo
O diretor do torneio, Denis Naegelen, explicou a situação: "Não existe bolha conosco. A WTA pediu a cada jogadora para se comportar com responsabilidade e ficar nas áreas reservadas. Qualquer pessoa do público ou da organização do torneio não pode estar em contato direto com as tenistas".

"Um protocolo de saúde de 66 páginas foi implementado, após dezenas de horas de reuniões com a Agência Regional de Saúde, a Federação Francesa de Tênis e os serviços de segurança da WTA", acrescentou o executivo. "Dobramos a segurança, triplicamos a limpeza para que todos os quartos fossem higienizados a cada hora, assim como as quadras e os assentos".

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Suzana Silva