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Kyrgios: 'Depressão é um lugar solitário e escuro'
08/11/2020 às 12h10

Kyrgios diz que pressão sobre si tirou o prazer de jogar e o atirou na depressão

Foto: Arquivo

Sydney (Austrália) - Fato pouco comum em suas entrevistas, o australiano Nick Kyrgios abordou seu problema com a depressão em conversa com a revista Stellar, para quem afirmou que houve momentos em que ele não queria ver a luz do dia e se sentia muito solitário.

A primeira vez que Kyrgios falou sobre o assunto foi em 2018 ao revelar que estava se consultando com um psicólogo na tentativa de melhorar sua saúde mental.

"Quando eu estava mal - e não era apenas por causa do tênis -, houve momentos em que eu fiquei seriamente depressivo. Me lembro de acordar um certo dia em Xangai e não sair da cama até as quatro horas da tarde, com as cortinas fechadas. Não queria ver a luz do dia".

O tenista de 25 anos afirma que a depressão é um "lugar solitário e escuro" e que isso começou pela pressão sobre si. "Sentia que ninguém queria saber de mim como pessoa, apenas me ver como um tenista e me usar. Não conseguia confiar em ninguém. Muitos colocavam pressão em mim e eu também fazia isso. Perdi o prazer de jogar e tudo saiu do controle. Achava que decepcionava as pessoas porque não estava vencendo meus jogos".

Kyrgios afirma ainda que a pandemia e o isolamento social acabaram tendo alguns benefícios para ele, já que pode ficar mais tempo em casa. "Sinto falta do circuito, dos grandes jogos e torneios, mas eu não respiro tênis o tempo inteiro. Gosto de ficar em casa com a família e a namorada, cuidar da minha fundação e ajudar a comunidade. Há muitas coisas que gosto de fazer".

O polêmico australiano se envolveu no começo do ano na luta contra os incêndios na Austrália e fez várias ações beneficentes durante a pandemia em Camberra, chegando a gastar US$ 6,5 mil em doces que distribuiu pela vizinhança.

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