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Musetti relata momentos difíceis após derrota em RG
29/09/2021 às 10h55

Roma (Itália) - A busca do sérvio Novak Djokovic por vencer os quatro Grand Slam em um mesmo ano poderia ter acabado bem mais cedo se o jovem italiano Lorenzo Musetti não tivesse permitido a virada ao número 1 do mundo nas oitavas de final em Roland Garros, em que venceu os dois primeiros sets e depois só conseguiu fazer mais um game, desistindo no meio do quinto set.

Em entrevista à Gazzetta dello Sport, o italiano de 19 anos revelou que foi muito duro assimilar aquela eliminação, tanto é que desde então ele venceu apenas dois jogos e perdeu sete, cinco delas em sequência. Musetti inclusive iniciou o trabalho com um psicólogo para superar toda a pressão pela qual passou, que não foi apenas sobre o que acontecia dentro de quadra.

“Tive um período muito ruim, senti que não havia mais aquela faísca, aquela paixão. Terminei com minha namorada, são coisas que podem acontecer com todos os jovens, mas no meu caso várias coisas se juntaram para acabar produzindo esse desconforto. Houve muitos dias em que me senti muito mal na quadra, que eu realmente não queria jogar”, contou o italiano.

“Ainda estou em fase de cura, se posso dizer assim. Depois de Tóquio, comecei trabalhar com um psicólogo que conheço há algum tempo. A Federação colocou-o à minha disposição e está me fazendo muito bem. É importante abrir-se emocionalmente”, acrescentou o tenista de Carrara.

O italiano disse que trabalha para entender suas emoções e também para entender como elas o afetam mais tarde em quadra. “Lutei muito depois do Roland Garros e de todos esses problemas pessoais, senti ainda mais pressão. Por um momento eu pensei que ele (Djokovic) era imortal, mas mesmo os melhores campeões às vezes são esmagados sob pressão”, observou Musetti, em alusão à derrota do sérvio no US Open.

“Às vezes você só tem que esperar a enchente passar. Mostrar suas fraquezas não é ruim. Com sacrifício e paixão você sempre pode voltar aos trilhos. Estar perto do meu treinador (Simone Tartarini) foi fundamental, para mim ele é como um segundo pai. Ele tentou me motivar, me deu vontade de treinar de novo”, destacou o jovem italiano.

“Ele sabe que o tênis é o meu grande amor e só tinha que me fazer reagir. Agora o objetivo é me classificar para o Next Gen Finals, pois quero muito jogar para o público local, senti muita falta deles”, complementou Musetti, de olho em uma das oito vagas no torneio que acontece em Milão, que fica a 233 km de sua cidade natal.

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