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Sakkari abraça Swiatek e projeta futuro promissor
11/11/2021 às 23h54

Sakkari superou Swiatek pela terceira vez na temporada e estreou muito bem no Finals

Foto: Jimmie48/WTA
Mário Sérgio Cruz

O abraço entre Maria Sakkari e Iga Swiatek marcou a rodada desta quinta-feira pelo WTA Finals. O encontro entre elas junto à rede aconteceu logo após a vitória da grega por 6/2 e 6/4 na abertura do Grupo Chichén-Itzá em Guadalajara. Durante a entrevista coletiva após o jogo, Sakkari disse que percebeu que a rival não estava emocionalmente bem e que o gesto foi uma atitude natural. A grega de 25 anos e número 6 do mundo também projeta um futuro promissor para Swiatek, de apenas 20 anos e já campeã de Grand Slam.

Swiatek, que não conseguiu jogar seu melhor tênis, sentiu o impacto da atuação aquém de suas expectativas ainda em quadra e foi às lágrimas durante o último game. Vencedora de Roland Garros em 2020 e atual número 9 do mundo, a polonesa foi consolada pela adversária logo após a partida e aplaudida pela grega enquanto saía do estádio.

"Mais do que qualquer coisa, somos humanas. Ela tem apenas 20 anos e terá muito mais chances do que eu terei no futuro, porque é apenas o começo da carreira para ela. Eu vi que ela estava mal. Não era uma coisa boa ver do outro lado da rede", explicou Sakkari aos jornalistas. "E ela é uma menina muito legal. Quero dizer, sempre fazemos ótimos treinos e conversas. Foi algo natural. Não foi algo que eu fiz apenas para as pessoas acharem que sou uma boa pessoa ou algo assim. Eu pude ver que ela estava lutando e só queria fazer isso",

Esta foi a terceira vitória de Sakkari sobre Swiatek em 2021, repetindo os resultados obtidos no saibro de Paris e na quadra dura e coberta de Ostrava. A grega não perdeu sets em nenhum desses jogos e falou a TenisBrasil sobre o retrospecto favorável.

"Acho que provavelmente meu jogo se encaixa com o dela. Tenho um bom jogo para enfrentá-la. Todas as três vezes que joguei contra ela, estão entre as minhas melhores partidas na temporada. Acho que fui muito sólida nessas condições. Claro, não vou dizer o que venho discutindo com meu treinador. Mas sinto que, na maioria das vezes, quando enfrento uma jogadora, temos o plano de jogo certo. Se elas conseguem me vencer, é porque foram elas que jogaram melhor".

"Acho que fiz uma partida muito sólida. Obviamente, meu saque realmente me ajudou. Eu me senti muito bem com a altitude e conseguia controlar meus golpes muito bem. Acho que a cada dia vou me sentir ainda melhor. Acredito que o segredo seja encontrar a maneira certa de sacar aqui. Porque assim, você pode começar o ponto da maneira que deseja. Quero dizer, ter uma porcentagem alta de primeiro saque ajuda muito seu jogo. Isso torna sua vida mais fácil", explicou a grega, que ainda tem em seu grupo Paula Badosa e Aryna Sabalenka.

Swiatek sente que não conseguiu repetir o bom desempenho dos treinos

Após o jogo, Swiatek falou à equipe de comunicação da WTA sobre seu desempenho em quadra e acredita que a frustração aconteceu por ela não conseguir repetir no jogo o que havia apresentando nos treinos. "Eu estava muito estressada e foi difícil para mim entender porque eu estava jogando muito bem nos meus treinos. Quando eu sofri a quebra no primeiro set, a vibe na quadra mudou totalmente. Eu meio que me lembrei de como foi em Ostrava e Roland Garros quando Sakkari me quebrou, e tive flashbacks daquelas partidas. Eu sei que não é realmente construtivo, mas acho que o estresse fez com que eu não fosse capaz de voltar ao jogo e ficar mais focada.

"Eu estava apenas frustrada e triste por não ter conseguido superar o estresse. Eu continuo esquecendo que ainda tenho tempo para aprender a fazer isso. Muitas dessas situações são novas para mim. Estou me sentindo um pouco envergonhada por meu nível ter sido assim. Então, eu estava me sentindo muito triste", comentou a polonesa. "Vai ser difícil esquecer essa partida contra a Maria porque eu passei muitas horas nas quadras aqui, e a maioria dessas horas foram muito positivas, porque eu estava treinando muito bem, mas os jogos são os momentos que mais importam. Acho que devo mudar de atitude e não achar que meu jogo é bom só porque eu estava treinando muito, mas sem estar focada no jogo contra a Maria".

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