Notícias | Dia a dia
Badosa credita boa fase à melhor preparação mental
14/11/2021 às 11h23

Espanhola ouviu muito que o mental era o seu ponto fraco e começou a trabalhar nisso

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

Já classificada para a semifinais do WTA Finals e garantida na liderança do grupo Chichén-Itzá em Guadalajara, Paula Badosa credita sua boa fase no circuito à melhor preparação mental. A espanhola vive de 23 anos e número 10 do mundo vive o melhor momento da carreira e está invicta há oito jogos, vinda de título em Indian Wells. Neste início do Finals no México, venceu em sets diretos suas partidas contra Aryna Sabalenka e Maria Sakkari.

"Eu sou uma jogadora bastante emocional. Às vezes fico com raiva. Mas não é uma coisa ruim para mim. Às vezes preciso desse tipo de coisa para me soltar e jogar melhor. Claro, se eu ficar com muita raiva, é ruim. Mas acho que jogo melhor quando estou um pouco zangada (sorrindo)", disse Badosa, a TenisBrasil durante a entrevista coletiva após a vitória sobre Sakkari por 7/6 (7-4) e 6/4 no último sábado.

Um dos momentos em que a espanhola precisou controlar bem as emoções foi quando ela vencia o segundo set por 3/1 e perdeu seis break-points que poderiam ampliar sua vantagem. No game seguinte, ela não se deixou abalar pelas oportunidades perdidas e confirmou o serviço de zero. "Acho que tive oportunidades naquele game, mas ela jogou break-points incríveis. A única coisa que eu poderia fazer naquele momento é aceitar. Foi isso o que eu fiz. Eu pensei, tudo bem, eu ainda tenho uma quebra de vantagem e tenho meu saque. Então tentei ficar focada, acreditar nisso e ir em frente".

Mental era o ponto fraco da espanhola
Badosa diz que ouviu muito dizer que o lado mental era o ponto fraco de seu jogo e começou a trabalhar nisso. "Para ser honesta, acho que fui super mal nisso. Alguns anos atrás, mentalmente, eu era uma típica jogadora que você diz: 'Ah, ela joga bem, mas mentalmente ela está muito abaixo. Ela precisa melhorar muito nisso...' Eu escutei muito isso".

"Acho que talvez a parda do circuito por causa da Covid tenha me ajudado porque fiquei dois meses em casa e comecei a trabalhar muito nisso porque não queria mais ouvir esse tipo de coisa (sorrindo). Eu queria provar que as pessoas estavam erradas", revelou a espanhola, que iniciou a temporada apenas no 70º lugar do ranking e agora está no top 10. "Eu fiz uma mudança extrema. Eu deixei de ser super mal mentalmente. E acho agora que talvez seja uma das melhores, ou pelo menos eu tento ser".

"Acho que fiz uma mudança incrível nisso. Eu luto por cada ponto e é uma das coisas que mais me orgulho de mim porque, claro, melhorei meu tênis e melhorei fisicamente. Isso é difícil. Mas acho que a parte mais difícil de melhorar é no jogo mental", explica a espanhola, que ainda enfrenta a já eliminada Iga Swiatek na próxima segunda-feira, antes de atuar pela semifinal do torneio no México.

Psicólogo é considerado o 'melhor amigo' da tenista
A espanhola conta ainda que trabalha a um psicólogo esportivo, que a ajuda sempre que precisa. "Não sei se quero chamá-lo de psicólogo. Eu o chamo de talvez como meu melhor amigo. Eu ligo para ele a qualquer hora. Ele está disponível para mim 24 horas por dia, 7 dias por semana. Temos um relacionamento incrível. Ele me ajuda com meus medos, quando tenho um problema, quando estou muito nervosa, qualquer coisa. Ele me ajuda muito. Eu acho que quando você está nesse nível, você tem muitas expectativas, muita pressão. Ter alguém com quem você pode contar a qualquer hora é muito importante nesses níveis".

Comentários
Loja - camisetas
Suzana Silva