Notícias | Dia a dia
Espanha voltará a ter uma finalista após 28 anos
15/11/2021 às 23h54

Muguruza é nascida em 1993, ano da melhor campanha espanhola na competição

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

O duelo entre Garbiñe Muguruza e Paula Badosa na semifinal do WTA Finals garante que o tênis espanhol volte a ter uma representante na decisão depois de 28 anos. Esta é a primeira vez que o país tem duas representantes entre as semifinalistas, o que aumenta as chances de um título inédito para a Espanha na 50ª edição do evento. Quem chegou mais perto foi Arantxa Sánchez-Vicario, vice-campeã em 1993, quando foi superada pela alemã Steffi Graf na decisão.

"Isso é incrível! Eu não conhecia toda essa história. Foi justamente no ano que eu nasci, em 1993, que é incrível!", disse Muguruza, após a vitória sobre Anett Kontaveit no último jogo da fase de grupos. "Restam apenas quatro jogadoras no torneio e duas são espanholas. Quer dizer, isso só mostra que temos um ótimo nível de tênis e uma ótima escola. Vai ser uma partida divertida e será histórico. Espero que a torcida compareça e quem jogar melhor vai chegar à final".

Muguruza, de 28 anos, faz sua quarta participação no Finals e repete a semifinal alcançada em 2015. A ex-número 1 do mundo é a atual quinta colocada. Já Badosa, que completou 24 anos na última segunda-feira, disputa o torneio pela primeira vez. O confronto entre elas é inédito no circuito. "Estou muito feliz por ela. Ela começou o ano obviamente mais para trás. Ela chegou ao topo jogando um tênis incrível, ganhando Indian Wells. Compartilhamos momentos muito divertidos nas Olimpíadas e conversamos um pouco. Passamos a nos conhecer um pouco mais", explicou a vencedora de dois Grand Slam.

+ Muguruza avança e terá um duelo espanhol na semi
+ Badosa credita boa fase à melhor preparação mental
+ Para Muguruza, tênis deve olhar para América Latina

No início da temporada, Badosa ocupava apenas no 70º lugar do ranking e vive o melhor momento da carreira. Ela não esconde a admiração que tem por Muguruza. "Acho incrível ter duas jogadoras espanholas na semifinal. Pra mim já era um sonho estar aqui, então vocês podem imaginar como me sinto jogar a semifinal e contra a Garbiñe. Ela é uma jogadora que sempre admirei porque a acho fantástica e inspirou muitos espanhóis. Espero que nos próximos anos eu possa inspirar alguém, assim como ela fez comigo. Com certeza vai ser uma partida muito dura".

"Se você acompanhar outras jogadoras espanholas, elas jogam um tênis totalmente diferente da Garbiñe. Ela era a única jogadora super agressiva, que saca bem e é alta. Eu realmente a via como um espelho. Ela sempre foi um exemplo para mim. Quando eu era pequena, meu ídolo era a Maria Sharapova, mas na Espanha era ela que eu acompanhava. Ela foi o exemplo", explica a atual número 10 do mundo.

Badosa também falou a TenisBrasil que se tornou mais próxima de Muguruza durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. "Para ser honesta, nós não nos conhecíamos. Eu costumava segui-la, costumava vê-la, mas de longe. A primeira vez que a gente começou a conversar e ficar mais perto foi, talvez, nas Olimpíadas. Estávamos passando mais tempo juntas e foi muito legal. Claro, é sempre bom passar tempo com jogadoras incríveis e você pode aprender muito. Então, sim, ela tem sido um exemplo para mim. E neste torneio, começamos a treinar juntos e a passar mais tempo juntas. Eu acho isso legal. É bom para o tênis e também é bom para o esporte espanhol".

Comentários
Loja - camisetas
Suzana Silva