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'Estão matando a Copa Davis', lamenta Hewitt
26/11/2021 às 11h50

Turim (Itália) - A notícia de que a fase final da Copa Davis pode mudar para Abu Dhabi irritou bastante o australiano Lleyton Hewitt, que atualmente é o capitão de seu país na competição e liderou a Austrália para a conquista da ‘Ensaladera’ em 2003. O ex-número 1 do mundo já não gosta do modelo atual, que acabou com os confrontos dentro e fora de casa e acha pior ainda levar o evento para um local inerte.

“Só tinha ouvido o boato, então não sei se foi confirmado ou não. Acho isso ridículo, esta não é a Copa Davis. Já falei sobre isso nos últimos três ou quatro anos. Sim, este é um estádio maravilhoso, mas não há uma grande multidão. Algumas das minhas melhores lembranças são de jogar este torneio, semifinais ou finais, na frente de um grande público. Não importava se era na Austrália ou no Havaí. A atmosfera era incrível. Mesmo com o público contra, também era especial”, falou o australiano.

“A Davis foi celebrada com o maior respeito porque era disputada em melhor de cinco sets, como os Slams. Já arrombamos essa porta e também acabamos com os duelos dentro de casa ou fora. Jogar as fases anteriores ou a melhor de três sets não é a mesma coisa. Para mim, é ridículo que eles vendam a alma de Davis para o Oriente Médio por cinco anos. Estão matando a competição” disparou Hewitt.

O australiano não poupou críticas à ITF e ao Grupo Kosmos, que gerencia o torneio. “Faz quatro anos que não nos pedem opinião. Tudo é liderado por um jogador de futebol e sua empresa, algo totalmente diferente do que se viu no tênis para um torneio deste porte. A ITF não pediu minha opinião, nem de qualquer outro australiano, um país que tem uma das maiores tradições nos mais de 100 anos da competição. Tudo mudou para pior e perdemos algo especial”, lamentou.

Crítico do novo formato, Hewitt tenta aproveitar o posto de capitão australiano para relembrar momentos do passado da Davis. “Tony Roche e eu sentamos na frente desses caras e contamos histórias de quando tivemos a chance de jogar nessas situações (dentro ou fora da casa) e estou muito decepcionado, especialmente por um menino como Alex (De Minaur), que teria dado qualquer coisa para viver um jogo daqueles”.

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