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Medvedev: 'Gasto 15% do que ganho com meu time'
16/12/2021 às 09h59

Moscou (Rússia) - Atual número 2 do mundo, o russo Daniil Medvedev falou um pouco sobre rendimentos, impostos e patrocinadores em entrevista ao Tinkoff Private Talks, na qual revelou gastar 15% do que ganha nos torneios com sua equipe, algo que considera fundamental para conseguir um grande desempenho e ótimos resultados dentro de quadra.

“É difícil estimar o quanto vou ganhar ou gastar mensalmente, pois nunca dá para saber como será meu desempenho nos torneios. Às vezes você pode faturar US$ 2 ou 3 milhões se for bem em um Grand Slam e em outros torneios grandes, mas também há meses que você fatura US$ 50 mil”, comentou o russo ao ser questionado sobre ganhos e gastos mensais.

“As despesas também podem variar dependendo de como você paga sua equipe, se é um salário fixo ou há porcentagem do prêmio em dinheiro. Na média, fazendo uma estimativa por cima, gasto 15% do que ganho em quadra com meu time”, complementou Medvedev.

O russo brincou com a estimativa da Forbes de que ele faturou US$ 14 milhões entre agosto de 2020 e de 2021. “Eu realmente gostaria de saber como a Forbes calcula essa soma. Não dou para eles meu extrato bancário. Além disso, há as taxas, mesmo eu, que moro em Mônaco, tenho que pagar os impostos nos diferentes países”, ironizou Medvedev.

“Há também os gastos com o meu time: técnico, preparador físico, fisioterapeuta, etc. Pago seus salários, hotéis e passagens. Claro que cada um tem o time que escolhe e que pode pagar e se você viaja sozinho dificilmente vai conseguir qualquer bom resultado”, disse o russo, reforçando a importância de estar cercado por bons profissionais.

E não é apenas dentro de quadra que ele se preocupa com quem está ao seu lado, mantendo a lógica quando se trata dos investimentos. “Tenho algumas pessoas e empresas que me ajudam a gerenciar o que eu ganho, mas também me envolvo no processo. Sei que preciso diversificar meu portfólio para assim operar de uma maneira mais segura”.

Por fim, Medvedev falou sobre as negociações com os patrocinadores. “Gosto de escolher patrocínios de marcas que eu realmente goste e que use na minha vida pessoal. O caso da BMW é um bom exemplo, eu realmente gosto dos carros deles e meu primeiro carro foi um BMW, então não preciso fingir que eu gosto da marca”, afirmou o russo.

“Tem também uma história interessante com a Lacoste, que vinha tentando lançar uma linha de calçados, mas nunca engrenava. Assinamos um contrato para que eu trabalhasse com eles no desenho. Eu não sou designer, mas a cada ano eles me mandam uns pares para eu testar e dar opinião e fazer sugestões. Isso parece que funcionou, já que lançaram um modelo e parece que está vendendo bem. Fui o primeiro a usá-los, mas agora já vejo Filip Krajinovic também com eles”, finalizou.

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